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Fotógrafo cria série poderosa para mostrar como é a vida com transtorno obsessivo-compulsivo

Redação Hypeness - 05/07/2016 | Atualizada em - 07/07/2016

Quem sofre com doenças psiquiátricas se vê obrigado a superar não somente os sintomas propriamente ditos, mas também a barreira do preconceito. É o caso de Dan Fenstermacher. Diagnosticado com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o fotógrafo lançou uma série de imagens e depoimentos para mostrar que pessoas com TOC não são “loucas” ou “perigosas”, e sim pacientes em uma luta de superação diária.

“Quero que todos saibam que doenças mentais não são diferentes de câncer, diabetes ou até mesmo de um braço quebrado. Não é culpa de ninguém, nem é falso ou imaginário. Não há qualquer razão para tratar alguém com uma doença mental como inferior, esquisito ou diferente, explicou Fenstermacher ao Huffington Post.

O objetivo da série é contar, através de fotografias e depoimentos, como é conviver com o TOC. O resultado é um apaixonante exercício de coragem e determinação. Listamos algumas destas histórias abaixo.

Erica Atreya

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“Não é fácil responder quando me perguntam como eu lido com meus sintomas. Para ser sincera, é uma luta a cada dia, a cada hora, minuto a minuto. Eu tinha 13 anos quando meus sintomas de TOC e ansiedade realmente mostraram suas caras feias. Desde então, eu passei minha vida tentando descobrir como ser igual aos outros, como ser normal.

Meu conselho para outras pessoas com doenças mentais é “não espere”. Aceite a si mesmo, aceite suas limitações. Aceite o fato de que você talvez precise de remédios ou terapia pelo resto da vida. Isso não te torna diferente do diabético que precisa de insulina. Você tem uma doença, mas você não é “A Doença”. Aceitação é a chave. No entanto, não aceite nada menos que o amor, o respeito e a felicidade que você merece em sua vida“.

Ethan Smith

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“Quando eu era criança, meu TOC começou da forma tradicional: rituais físicos como pernas inquietas, checagem etc. Com o passar do tempo, se transformou em medo de doenças. Uma dor de cabeça era tumor no cérebro, uma febre era meningite. Na pior fase, eu tinha medo de literalmente arrancar a própria cabeça com as mãos. Entre muitos outros pensamentos de TOC, eu temia as minhas mãos e deitava sobre elas na cama por horas para me proteger.”

Nancy Wu

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“Meu TOC se manifesta em forma de perfeccionismo, depressão e ansiedade. É uma batalha concluir meus projetos porque tenho medo de cometer erros, medo de que meu trabalho seja visto como mal feito. Meu intenso pavor em tomar as decisões erradas fez de mim uma pessoa indecisa. Tudo que eu faço precisa ser feito da forma certa ou perfeita para os meus padrões. Quando estou ansiosa, cutuco minha pele e feridas. Também fico cansada e deprimida.”

Laura Lavadour

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“Eu sou dona-de-casa e mãe de três filhos apaixonada por cozinhar e por outras tarefas do lar. Eu lido com problemas relacionados ao TOC praticamente pela vida inteira – alguns sintomas começaram na adolescência, outros foram aparecendo na vida adulta.

Um dos maiores sintomas do meu TOC é raro e se chama misofonia – o incômodo por certos sons e barulhos. Eu batalho com isso por toda a minha vida. Outros tipos são pensamentos intrusivos, simetria e ordem. Atualmente, estou sob um combo de remédios que estão funcionando. Também tenho me exercitado muito, o que é de grande ajuda.”

Dan Fenstermacher

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“Eu luto com o TOC desde a infância. Eu tinha vergonha das minhas compulsões e não entendia o que era o TOC até os 23 anos. Por muito tempo eu escondi meu TOC do mundo exterior e dos que estavam ao meu redor, vivendo sem recorrer a nenhuma ajuda.

Hoje eu faço trabalho voluntário para a A2A, uma ONG que ajuda pacientes com TOC, e comecei a fazer muitos contatos nesta comunidade na Califórnia. Quando comecei a melhorar, quis retribuir. Adotei o método de Jeff Bell (fundador da A2A) para encontrar um sentido na vida e ajudar a outras pessoas que estão nesta luta.”

Conheça o trabalho na íntegra na página do artista!

Todas as fotos © Dan Fenstermacher

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Redação Hypeness
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