Debate

A propaganda pornográfica usada contra Maria Antonieta reflete a imprensa machista e conservadora do século XVIII

por: Vitor Paiva

Não é de hoje que a imprensa se vale de difamações deselegantes e métodos no mínimo questionáveis, com pouca ou nenhuma relação com a realidade, para detratar governantes ou autoridades. No século XVIII, a rainha da França Maria Antonieta não foi exatamente uma grande estadista – seu comportamento frívolo e absolutamente desconectado da dura realidade social da França de então foi um dos deflagradores da revolução francesa. Ainda assim, a virulência das charges da época contra a rainha impressionam pelo conservadorismo, sexismo e o machismo violento com que degradavam a Rainha da França.

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Algumas das charges foram publicadas em pequenos jornais, sem qualquer sofisticação ou sequer relação com a realidade política de seu reinado – nada além do objetivo de difamar Maria Antonieta. As charges simplesmente retratam a rainha em situações pornográficas, de orgias, lesbianismo e incesto, ora com o objetivo de realmente acusar a rainha de tais práticas, ora simplesmente a fim de manchar a reputação da rainha – que terminaria sem brioches, sem luxo e sem cabeça, guilhotinada pela revolução.

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© imagens: reprodução

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Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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