Inspiração

Estudante que acusa Marco Feliciano de estupro pede desculpas à feministas e LGBTs

por: Tuka Pereira

A vida da estudante Patrícia Lelis deu uma grande reviravolta nos últimos dias. Debaixo dos holofotes por protagonizar uma acusação de estupro e de assédio sexual contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a jovem fez um desabafo em seu Facebook pedindo perdão à comunidade LGBT e às feministas.

Segundo texto publicado na rede social, enquanto seus antigos correligionários do Partido Social Cristão – do qual era afiliada – a atacam por conta de suas revelações, ela tem recebido apoio de movimentos que costumava criticar veementemente.

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Temos que encarar a realidade do momento e perceber que até agora, milhões de pessoas estiveram do meu lado – incluindo grupos feministas e grupos LGBT que sempre critiquei veementemente – mas praticamente nenhuma deles era um político ou intelectual dito de direita. Estes, antes de averiguar as fraudes e mentiras espalhadas, que se acumulam aos montes, prontamente trataram de se movimentar para me chamar dos piores nomes possíveis. (…) Aprendi nos últimos dias que quando as mulheres e pessoas sensatas se unem, o caso não morre. Deixo aqui minhas sinceras desculpas a todos os grupos que um dia eu ofendi e que hoje são os que me ajudam”.

Relembre o caso

Patrícia é integrante da juventude do PSC, partido de Feliciano e relatou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Quando chegou, descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião, então segundo seus relatos, Feliciano começou a agredi-la e tentou estuprá-la. Patrícia relata que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse.

* Imagens: Reprodução

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Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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