Debate

O poderoso depoimento desta blogger fitness sobre assédio sexual que todos os homens deveriam ler

por: Redação Hypeness

Para alguns homens das cavernas, o fato de uma mulher estar com roupas justas ou curtas parece significar um convite irresistível ao assédio. É como se, por algum motivo tribal, eles precisassem olhar fixamente, gritar ou fazer ruídos de caráter duvidoso para mostrar que estão interessados naquela fêmea. Após ser vítima frequente destes comportamentos machistas, uma blogueira fitness americana decidiu escrever o que realmente as mulheres que são vítimas de assédio merecem.

A blogueira Erin Bailey, de Boston, nos Estados Unidos, postou o desabafo em seu blog na última quinta-feira, 11, com o título What do we deserve (“O que nós merecemos“, em português). Desde então, a publicação se tornou viral e já recebeu quase 1.500 comentários. Nós reproduzimos parte do conteúdo abaixo porque ele merece ser lido:

Eu sou uma mulher de 25 anos vivendo em Boston. Tenho 1,72 cm e peso 60 kg. Meu cabelo é castanho escuro meio comprido e meus olhos são verde/castanho. Eu tenho peito liso e as curvas do meu corpo foram construídas por horas, meses e anos que passei treinando na academia. Meus shorts de compressão da Nike são tamanho pequeno e eu gosto de usá-los quando malho porque eu me esforço tanto até que cada poro do meu corpo sue. Então eu fico pegajosa, malcheirosa e roupas folgadas só atrapalham o meu treino.”

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Costumo correr de top porque estão 30ºC lá fora com 50% de umidade e eu estou treinando para uma meia maratona e então 11-16 km neste calor com camadas de roupas é simplesmente brutal. Então me diga, o que eu mereço?

Um dia neste verão eu fui a um parque local no extremo sul de Boston para me esforçar em um treino ao ar livre, que eu estava testando para a semana seguinte de aulas que eu iria oferecer. Era uma tarde quente de sábado e no meio do meu treino tinha um cara que veio do outro lado do parque até mim e começou a falar comigo a alguns centímetros de distância. Eu tirei meus fones de ouvido pensando que ele estava me pedindo alguma coisa, mas ao invés disso meus ouvidos foram inundados com coisas profanas que ele ‘queria fazer comigo’. “

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Além do incidente, ela conta de diversos outros casos de assédio, como quando um homem que trabalhava em um estacionamento onde ela corria começou a fazer barulhos sugestivos para ela (“como se estivesse salivando sobre uma carne“) e sobre quando foi perseguida por um homem desconhecido após sair de uma loja para comprar sorvete ou o tratamento que ela e as amigas recebem quando estão em um bar.

Erin diz ser assediada até mesmo na academia, onde recentemente um homem teria dito que gostava de sua calça porque fazia sua bunda parecer ótima.

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Eu deveria parar de ir ao parque? Eu não deveria correr no centro de Boston, em plena luz do dia? Eu não deveria ir na 7Eleven ou na lavanderia às seis horas uma noite de quarta-feira? Eu não deveria ir para a academia?“, escreve ela. Mas Erin mostra saber o que as mulheres que são assediadas merecem de verdade:

Nós merecemos não nos sentir silenciadas pelos seus gritos. 

Nós merecemos nos sentir empoderadas por nos aperfeiçoarmos. 

Nós merecemos nos sentir sexy em nossa própria pele sem sentir como se estivéssemos aqui para seduzi-los.

Nós merecemos falar sem a ameaça persistente de vocês na cabeça. 

Nós merecemos correr lá fora. 

Nós merecemos ser julgadas pelos nossos méritos e não por nossas roupas. 

Nós merecemos mais. Muito mais.

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Para ler a publicação original na íntegra (em inglês), clique aqui.

Todas as fotos © Erin Bailey

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