Inspiração

A história de força da jovem que morreu em batalha após anos de luta contra o EI ao lado de 10 mil mulheres na Síria

por: Vitor Paiva

Qualquer luta por direitos e pela liberdade se dá tanto no campo simbólico, quanto no campo legal e as vezes (infelizmente) de forma literal, em um campo de batalha – e a luta das mulheres não seria diferente. Na Síria, o grupo Unidades de Proteção da Mulher, que entre seus 50 mil combatentes conta com 10 mil mulheres, luta contra o Estado Islâmico no norte do país. Na última quarta-feira, o grupo perdeu uma jovem combatente curda que, pasmem, destacou-se pelo mundo por sua beleza.

asia4

Asia Ramazan Anta morreu em combate, segundo a página We Want Freedom for Kurdistan (“Nós queremos liberdade para o Curdistão”). Asia vinha participando de importantes combates na retomada de territórios sírios que estavam nas mãos do Estado Islâmico desde 2014, quando se juntou às frentes de batalha. As versões sobre sua idade variam, na imprensa internacional, entre 19 e 23 anos.

Dentro da frente de batalha, porém, Asia se destacava por sua bravura. O exercito de libertação curda da qual fazia parte se caracteriza pela horizontalidade politica em sua gestão, práticas cooperativas e populares em sua economia e o empoderamento feminino como causa e força de luta.

asia3

Asia lutava justamente na Síria, país onde o EI é mais forte. Lá, em torno de 20% dos grupos de resistência são formados por mulheres. Por sua beleza, Asia ficou conhecida internacionalmente como a Angelina Jolie do Curdistão.

As mulheres em luta na Síria

As mulheres em luta na Síria

asia2

© fotos: divulgação

Publicidade


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.



X
Próxima notícia Hypeness:
Sobrevivente da 2ª Guerra e Gripe Espanhola se cura do coronavírus ao 104 anos