Arte

As 10 melhores trilhas sonoras do cinema moderno

por: Redação Hypeness

Ainda que a maioria dos grandes clássicos das trilhas sonoras de todos os tempos estejam no passado, junto com os próprios maiores filmes da história – afinal, gênios como Nino Rota, John Williams, Bernard Herrmann e Henri Mancini não nascem todos os dias – , isso não quer dizer que filmes mais recentes não reúnam incríveis seleções ou criações musicais para melhor ambientar e abrilhantar suas histórias.

A música é tão importante que é possível afirmar que ela está para um filme um pouco como um goleiro está para um time (ou um baterista para uma banda): nem sempre o melhor goleiro está no melhor time, mas é impossível um time ser campeão sem um grande goleiro (ou que a melhor banda do mundo não tenha um grande baterista). Muitas vezes a trilha é melhor do que o próprio filme, mas necessariamente um grande filme possui uma bela trilha para oferecer aquela camada a mais da história, dos sentimentos, da personalidade de um personagem ou mesmo do sentido do próprio filme.

Tal relação é atemporal, permanece relevante até hoje, e por isso selecionamos aqui as 10 melhores trilhas sonoras do cinema recente, desde 1994 até hoje. Entre trilhas originais e grandes seleções de repertório, alguns filmes dos últimos 20 anos fizeram jus ao belo casamento entre música e imagem que tanto fomentou e sedimentou sonhos e sentimentos através da tela do cinema.

1. Pulp Fiction (1994)

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Que Quentin Tarantino é um mestre em selecionar grandes canções perdidas no imaginário popular para usá-las em seus filmes, isso hoje já é sabido por todos. Em 1994, porém, quando sua obra prima Pulp Fiction foi lançada, a trilha causou quase tanto furor quanto a linguagem e a própria história, violenta, inclemente e inebriante que o filme conta. A regravação de “Girl, You’ll Be a Woman Soon”, clássico de Neil Diamond, pela banda Urge Orverkill, tornou-se hit instantâneo, assim como a versão em surf music de Dick Dale, gravada em 1962, para “Misirlou”, uma música tradicional da região mediterrânea, datada do início do século XX que, com as guitarras frenéticas da versão de Dale, tornou-se marca indissociável do filme.

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2. Forrest Gump (1994)

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Reunindo um repertório de canções de diversos artistas, misturado à trilha original composta por Alan Silvestri, o mais interessante da trilha de Forrest Gump é poder acompanhar o caminho do próprio personagem pela história dos EUA e do mundo através das canções. Elvis Presley (a quem Forrest “conhece” pessoalmente no filme), Joan Baez, Bob Dylan, Creedence Clearwater Revival, Aretha Franklin, Beach Boys, The Doors e Simon & Garfunkel, entre muitos outros, rememoram alguns dos principais fatos ao longo principalmente da década de 1960 com essas que são algumas das mais importantes peças da música americana de todos os tempos.

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3. Trainspotting (1996)

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A cena de abertura de Trainspotting, filme de Danny Boyle, já justifica o lugar de destaque que a música desse filme possui em qualquer lista das grandes trilhas modernas: dois junkies, fugindo da polícia pelas ruas de Edimburgo, na Escócia, ao som da batida incessante de “Lust for Life”, de Iggy Pop. Trata-se de um dos melhores casamentos entre canções pop e cinema dos últimos tempos, trazendo clássicos como “Perfect Day”, de Lou Reed e “Temptation”, do New Order, junto de nomes como Blur, Brian Eno e Pulp – além de tornar a música “Born Slippy”, do Underworld, um clássico perpétuo das pistas eletrônicas.

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4. Romeu + Julieta (1996)

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Da mesma forma que o próprio filme aposta na atemporalidade do texto de Shakespeare (trazendo para a realidade da década de 1990 a maior história de amor de todos os tempos, escrita no século XVI), a trilha de Romeu + Julieta, de Baz Luhrmann, sobrepõe ao texto original (que não foi alterado para o filme) uma série de canções do pop e do rock da época. Misturar os solilóquios clássicos e a guerra entre os Montéquio e os Capuleto com bandas como Garbage, Butthole Surfers, Cardigans e Radiohead, entre outros, foi parte importante da razão pela qual esse filme habitou o imaginário e a preferência de jovens mundo a fora, desde então e até hoje.

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5. E Aí, Meu Irmão, Cadê Você (2000)

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A adaptação dirigida pelos irmãos Coen da Odisséia, de Homero, para a realidade da região rural do sul dos EUA durante a grande depressão, em 1937, tinha na música parte tão essencial para o filme, que a trilha sonora foi gravada antes mesmo das filmagens começarem. Composta quase que inteiramente de canções rurais tradicionais do bluegrass, country, gospel e folk do início do século, a música da trilha é praticamente toda regravada, em versões modernas mas com roupagens antigas. A trilha de E Aí, Meu Irmão Cadê Você? de certa forma trouxe essas formas mais ancestrais da música americana de volta às paradas de sucesso: o disco ficou em primeiro nos EUA, com mais de 8 milhões de cópias vendidas, e ganhou o Grammy de Álbum do ano, entre outros.

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6. Harry Potter (2001-2011)

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O enorme sucesso e a longa sequência de filmes que compõem a grife Harry Potter no cinema fez com que, ao longo dos dez anos em que os filmes foram lançados, seis pessoas tenham assinado a trilha sonora dentre os oito filmes da coleção. O mais importante desses compositores, porém, é também o que mais assinou trilhas para a história do bruxo mais famoso do mundo: a música dos três primeiros filmes foi composta e conduzida por ninguém menos que John Williams. Como sempre, o autor de clássicos como Guerra nas Estrelas, Super-homem, ET e Jurassic Park (entre muitos outros) define o tom do filme com mais um tema perfeito, para a saga de Harry Potter. Dentre os compositores que colaboraram com músicas para o filme estão também Jarvis Cocker, da banda inglesa Pulp, e Nick Cave – mas é John Williams quem se sobressai como um dos maiores e mais reconhecidos compositores da história do cinema.

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7. Cidade de Deus (2002)

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O filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, é um marco no cinema brasileiro, e sua trilha, assinado por Antônio Pinto (um dos trilheiros brasileiros mais produtivos e comemorados do mundo) fez jus à qualidade do filme, e é um dos pontos altos da obra. Reunindo música original com uma fina seleção de canções populares, as composições originais de Antônio Pinto e Ed Cortes trazem um samba-funk instrumental que dita o tom intenso e profundamente identificado com o Rio de Janeiro que marca o filme.

Já as músicas selecionadas do repertório da MPB para completarem a trilha definem o aspecto da época, nos localizam nos fatos reais em que o filme é baseado, além de ressuscitarem alguns finos e maravilhoso clássicos que andavam esquecidos, e criarem uma das melhores composições entre um filme e música popular da história do cinema brasileiro – com destaque para “Preciso me Encontrar”, de Cartola, e “No Caminho do Bem”, de Tim Maia.

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8. A Festa Nunca Termina (2002)

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Um filme contando a história da grande Factory Records e da cena musical de Manchester desde meados dos anos 1970 até o início dos 1990 (através da história do lendário presidente da Factory, Tony Wilson), A Festa Nunca Termina, dirigido por Michael Winterbottom estava fadado a ter uma grande trilha sonora – ou haveria algo de muito errado.

Os grandes artistas que compõem a trilha são justamente os personagens da história. De “Anarchy In the UK”, dos Sex Pistols a “Blue Monday”, do New Order, a trilha traz The Clash, Joy Division, Happy Mondays, Simply Red, Moby e Billy Corgan misturando cenas reais de arquivo com dramatizações de uma das mais interessantes e importantes histórias da música pop das últimas décadas. Tanto o filme quanto a trilha são pratos cheios para quem vive para festejar a melhor música de sua época.

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9. (500) Dias Com Ela (2009)

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A música no filme (500) Dias Com Ela, de Marc Webb, funciona quase como de fato um personagem, tamanho é o seu papel na história. Da mesma forma que é possível se lembrar de todo um relacionamento vivido em suas diversas etapas através das músicas que se ouvia em épocas felizes ou tristes, a trilha desse filme é como um playlist especial (ou, para os mais velhos, uma fita K7) preparada para conquistar, manter ou se despedir de um amor.

Eclética, um tanto nostálgica e romântica, ela reúne música original com clássicos do pop e do rock, entre eles os Smiths (fundamentais dentro do filme), Regina Spektor, Carla Bruni, Feist, Simon & Garfunkel, além da banda She & Him, da qual faz parte a protagonista, Zooey Deschanel, cantando o clássico “Please, Please, Please let me get what I want”, dos Smiths.

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10. Os Oito Odiados (2015)

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A trilha de Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino, é a primeira trilha inteiramente original de um filme do diretor americano – e foi composta por ninguém menos que o gênio Enio Morricone. O maior compositor de trilhas para os filmes de faroeste, Morricone era um desejo antigo de Tarantino, que enfim conseguiu que o compositor escrevesse 50 minutos de trilha original para um filme seu. Trata-se de uma trilha com a elegância e a contundência climática que faz de Morricone um dos grandes da história da trilha – especialmente em se tratando de um filme perfeitamente pensado para o universo em que o compositor é um mestre. Enio Morricone também regeu as gravações, e terminou vencendo o Oscar de Melhor Trilha Sonora.

© fotos: divulgação

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