Roteiro Hypeness

Depois disto, você nunca mais verá teatro do mesmo jeito

por: João Diogo Correia

São literalmente milhares de anos assim: uma história, um ou mais personagens e atores, uma audiência, e a arte acontecendo. Com mais ou menos artifícios, o teatro é feito de carne e osso e o público descobre a peça ao ritmo que ela brota do palco. Mas, numa época em que tudo muda e o ‘tudo’ nos parece pouco, por que haveríamos de deixar o teatro de fora?

Na última semana, o Hypeness esteve em Stratford Upon-Avon, na Inglaterra, cidade que viu nascer – e morrer – William Shakespeare, não só um dos mais brilhantes poetas e dramaturgos da história da língua inglesa, como figura central do trabalho de muitos artistas contemporâneos.

A viagem foi feita a convite da Intel e o motivo era tão simples quanto histórico: assistir à peça The Tempest (“A Tempestade”, em português), uma das mais imaginativas do poeta, onde teríamos oportunidade de testemunhar como a tecnologia cabe em todas as esferas da nossa vida. Isto porque nesta peça não temos apenas atores dialogando com atores: Ariel, o espírito em “A Tempestade”, aparece para o espectador como uma figura digital animada que é introduzida no meio da encenação.

Você já os viu em filmes e em jogos, mas num futuro não muito distante cruzará com eles também nos palcos. Uma supertecnologia desenvolvida pelo The Imaginarium Studios, equipada com processadores da Intel, captura movimentos e expressões faciais de um ator para que eles sejam reproduzidos em tempo real por um avatar.

Atenção: não estamos falando de uma gravação projetada no palco, mas de uma figura digital que ganha vida própria, embalada pela atuação do ator e pelos queixos caídos da plateia. Uma interação humano-digital que, por acontecer ali na nossa frente, não poderia ser mais real.

O ambiente se transforma e assim, vivo, nos aponta o caminho. É o futuro acontecendo diante dos nossos olhos e a possibilidade de conquistar novas audiências, principalmente as mais jovens, numa arte com séculos de história.

Gregory Doran é diretor artístico da Royal Shakespeare Company, companhia responsável pela peça, e diz que andava pensando sobre o tipo de teatro que Shakespeare faria se estivesse vivo nos tempos que correm. Agora, nas celebrações dos 400 anos de sua morte, o trabalho conjunto entre a companhia, o Imaginarium Studios e a Intel “cria uma experiência única, que combina nossas habilidades de teatro com a tecnologia de ponta para dar ao nosso público algo extraordinário” e mostrar o trabalho de Shakespeare a toda uma nova geração.

Do lado de fora da Royal Shakespeare Company, deita-se uma cidade de pequenas dimensões, mas que não poupa no encanto. As casas de estilo Tudor, com suas vigas de madeira, e o rio Avon, que lhe dá nome e muito do seu charme, criam um cenário pitoresco não muito distante daquilo que você imagina de uma vila britânica.

Com pouco mais de 20 mil habitantes, a cidade vive do turismo e do comércio em volta da genial, mas ainda misteriosa, figura de Shakespeare. De sua casa, da casa de sua mulher ou da Royal Shakespeare Company, que abriga dois teatros, o Royal Shakespeare Theatre, onde aconteceu “A Tempestade”, e o Swan Theatre, numa curiosa alusão aos cisnes (‘swan’, em inglês) que circulam no rio, bem do lado do edifício.

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Se você é um amante do teatro, da obra de Shakespeare ou está em Londres e interessado num bate-volta (a capital fica a pouco mais de 150 quilômetros), Stratford Upon-Avon é uma ótima pedida. E a peça, que agora está por lá e que em breve irá para Londres, é uma experiência definitivamente a não perder.

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Todas as fotos © Intel Corporation

*O Hypeness viajou a convite da Intel.

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João Diogo Correia
É português, viveu no Brasil, Itália e Espanha. Fez a melhor viagem da sua vida pela África e agora está de volta a Portugal. Há mais de três anos, começou a trabalhar remotamente, a partir de casa ou em qualquer lugar com wi-fi, e por isso agradece todos os dias à internet.

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