Roteiro Hypeness

Fomos a Dublin conhecer este bar que é o segredo mais bem guardado da cidade

por: Mari Dutra

Os bares speakeasy surgiram na época da lei seca nos Estados Unidos, que perdurou entre os anos 1920 e 1933. Durante esse período, foi proibido produzir, transportar e comercializar bebidas alcoólicas no país. Mas, como em toda proibição, os estadunidenses da época encontraram uma maneira de burlá-la. Assim nasciam diversos bares secretos e clandestinos, que ficaram conhecidos como speakeasy.

Introdução feita, a gente sabe que a era da lei seca já passou há muito tempo e que ela não chegou nem perto da Irlanda, um dos maiores consumidores de álcool de todo o mundo. Mesmo assim, os bares speakeasy continuam populares ao redor do globo e muitas cidades têm o seu. Embora não sejam mais clandestinos, o charme destes espaços está no fato de se manterem secretos.

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Durante minha passagem por Dublin, eu aproveitei a noite de terça-feira para conhecer o segredo mais bem guardado da cidade: o speakeasy The Blind Pig. Esse bar secreto não tem fachada e é preciso fazer uma reserva para descobrir como chegar até ele. Se você fizer uma busca na internet, pode até achar o endereço, mas dificilmente encontrará o bar quando chegar no local sem as explicações detalhadas fornecidas pela equipe após a reserva.

Por isso mesmo, a visita começa sempre com o envio de um e-mail solicitando o endereço do bar e informando a data, horário e quantidade de pessoas que irão até lá. Na mensagem, vale também informar se a reserva é para jantar e drinks ou apenas bebidas. Mandei um e-mail solicitando uma reserva para “drinks only” e não demorou para que eu recebesse a seguinte mensagem com todos os dados necessários para chegar ao bar (e encontrá-lo!).

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Não sou eu quem vou revelar onde fica! 😛

Tudo certo. Chegamos ao endereço na hora indicada para encontrar um restaurante tranquilo e nada secreto. Foi aí que as instruções enviadas por e-mail entraram em jogo. Seguimos as indicações à risca até encontrarmos o sinal indicado e usarmos a chave secreta que dava acesso ao bar. Por fim, cheguei lá pronta para uns bons drink™, no melhor estilo Luisa Marilac.

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A atmosfera do The Blind Pig também preserva todo o clima de speakeasy, com uma carta de coquetéis feita especialmente pelos mixologistas do bar. Ou seja, não espere tomar uma caipirinha ou uma margarita por aqui, já que a ideia é ir a fundo em combinações mais elaboradas. Até mesmo quem não é muito fã de coquetéis acaba se rendendo ao espírito do lugar e experimenta um dos muitos drinks disponíveis no cardápio. A maioria deles custa entre € 11 e € 15 (cerca de R$ 38 a R$ 52).

Provamos dois drinks do cardápio especial de novembro: o East Indian e o Bizantine. Testados e aprovados. ?

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Falando no cardápio… Ele também é uma experiência diferente e fica dentro de uma bíblia posta sobre a mesa, sem nenhuma indicação de que se trate do menu. É só na hora de folhear o livro que nós percebemos o cardápio espalhado ali dentro – mais um segredinho dos muitos que a casa reserva aos visitantes. No livo ficam as opções de drinks, cervejas, vinhos e também de pratos para o jantar (que já não estava mais sendo servido por causa do horário).

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Por volta das 23 horas o bar começou a esvaziar – era terça-feira e esse é um horário razoavelmente normal para um bar fechar durante a semana por aqui. Por isso, a dica é ir cedinho se quiser aproveitar o máximo da experiência, embora aos finais de semana certamente a função role até mais tarde. #ficadica

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Em alguns dias, o The Blind Pig também realiza eventos no estilo “jantar no escuro“, em que os visitantes pagam um valor fixo para comer um jantar completo, incluindo entrada, prato principal e sobremesa, totalmente no escuro. Nesse caso, o valor costuma ser mais alto para contemplar toda a experiência e fica em € 45 por pessoa. Também é possível se inscrever em uma das aulas de preparo de coquetéis oferecidas no local ou mesmo conferir a agenda da casa e se programar para visitar o espaço nos dias de shows (geralmente entre quarta-feira e sábado).

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Mari Dutra
Criadora do Quase Nômade, contadora de histórias, minimalista e confusa por natureza, com os dois pés (e um pet) no mundo. Chega mais perto no Instagram.

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