Inovação

Por trás do som do Pearl Jam há uma grande mulher que fundou um grupo para apoiar mulheres na música

por: Vitor Paiva

“Quando eu comecei, tudo que fazia era carregar caminhões: colocando todo equipamento dentro deles, e depois tirando tudo”, disse em declaração ao NPR. Em um ambiente amplamente dominado por homens como é o universo da música, a própria presença como a trajetória da engenheira de som Karrie Keyes impressiona: há 24 anos é ela quem cuida do som de palco da banda americana Pearl Jam.

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Karrie é técnica de monitores da banda, que basicamente significa que ela é responsável não pelo som que a plateia escuta em um show, mas pelo som que a própria banda escuta durante a apresentação. Em suma, sem os bons serviços de Kerrie, a própria banda não consegue se escutar – e consequentemente, fazer a melhor apresentação possível.

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Tudo começou em um show da banda punk Black Flag, quando Kerrie foi apresentada a um engenheiro de som, e terminou convidada a ajudar no trabalho. De lá pra cá, ela serviu a todo tipo de show, ganhou pouco dinheiro, enfrentou sexismos de todo tipo, até conquistar seu posto com o Pearl Jam, da onde nunca mais saiu. Kerrie chegou a excursionar grávida, e aprendeu a dividir seu tempo entre a estrada e sua casa e família.

Kerrie em turnê com a banda anos atrás Kerrie e equipe em turnê com a banda anos atrás

Apesar de seu exemplo exitoso, ainda é bastante raro encontrar mulheres no meio musical. Pensando nisso, Kerrie fundou um grupo chamado SoundGirls, para apoiar mulheres que queiram ingressas nessa indústria e trabalhar com áudio. O grupo organiza cursos, acampamentos sonoros, ensinando técnicas e métodos para jovens garotas – afinal, basta assistir uma apresentação do Pearl Jam ao vivo para se ter certeza de que ouvidos não tem sexo.

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© fotos: divulgação

Recentemente o Hypeness mostrou o momento em que Eddie Vedder parou um show do Pearl Jam para expulsar um homem que agredia uma mulher. Relembre.

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Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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