Debate

A história de Amanda, que sempre sofreu bullying por seu peso e morreu após a cirurgia, é um grito de alerta

por: Tuka Pereira

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A imposição de um padrão de beleza irreal acaba de fazer mais uma vítima. Em um relato emocionado publicado no Facebook, Mayara Rodrigues conta o que aconteceu com sua irmã Amanda, maquiadora de 19 anos, que morreu após se submeter a uma cirurgia bariátrica.

Nós tentamos de tudo com a Amanda, médicos, dietas, remédios, atividades físicas. Nada foi capaz de conter o peso dela. O peso dela nunca estabilizou, ela engordava cada vez mais. Optamos pela cirurgia, depois de pensar muito e chegamos à conclusão de que essa era a única saída”, explicou Mayara.

Após passar a vida toda sofrendo preconceito, provocações e ofensas por conta de seu excesso de peso, a jovem realizou a redução de estômago no dia 17 de janeiro no Hospital Dr. Beda, em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro.

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O responsável pela cirurgia foi o Dr. Gustavo Cunha Rodrigues, a quem Mayara acusa de ter cometido erro médico. Amanda faleceu de embolia pulmonar – causada por coágulos de sangue vindos das pernas ou, com menos frequência, de outras partes do corpo – 11 dias após a cirurgia. Segundo Mayara, mesmo tendo sido alertado que as mulheres da família possuíam pré-disposição para trombose, o profissional teria ministrado doses insuficientes de anticoagulante.

Amanda estava radiante com a possibilidade de emagrecer e finalmente ser aceita pelas pessoas: “Ela estava tão feliz, tão feliz.. ‘Vou ficar bonita, as pessoas vão gostar de mim, esse sofrimento vai acabar, vou vestir 38’. Ela me falava tantas coisas”, desabafou Mayara na publicação.

Publicado no dia 31 de janeiro, o post de Mayara viralizou no Facebook e até o momento recebeu mais de 200 mil reações e 60 mil compartilhamentos. Leia e reflita:

Deixamos aqui nossos sentimentos à família que perdeu alguém tão especial e um alerta importante para que as pessoas se libertem de padrões inalcançáveis de beleza. É preciso ser feliz sendo gorda ou magra, alta ou baixa, branca ou negra, lisa ou encaracolada. O que nos torna verdadeiramente belos os olhos não conseguem enxergar.

Todas as fotos: Reprodução Facebook

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Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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