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Esses foram os comerciais mais incríveis (e necessários!) da final do Super Bowl 2017

Gabriela Alberti - 06/02/2017

Ontem foi noite de Super Bowl, a grande final da liga nacional de futebol americano, também conhecida como NFL. O jogo, disputado pelos campeões de duas outras ligas nacionais, a AFC e a NFC, virou o evento televisivo mais importante dos Estados Unidos, sendo transmitido pelos canais CBS, Fox, ESPN e NBC, que se revezam na transmissão, desembolsando US$4,9 bilhões pelos direitos de exibição.

Para se ter uma ideia da dimensão do Super Bowl, ele foi avaliado pela revista Forbes como o evento mais valioso do mundo, à frente dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo. A audiência do evento em 2015 bateu todos os recordes, tendo sido visto por quase 120 milhões de telespectadores somente nos EUA.

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E números tão hiperbólicos como estes só poderiam chamar a atenção dos anunciantes e patrocinadores. Todo ano, os espaços publicitários disponíveis nos intervalos são disputadíssimos pelas marcas que, em 2017, desembolsaram entre US$ 5 milhões e US$ 5,5 milhões por 30 segundos de exibição.

Os comerciais acabaram se tornando parte da atração, despertando a curiosidade em pessoas de todo o mundo que, sem nenhum exagero, aguardam ansiosamente por eles. E este ano, como era de se esperar, não faltaram críticas às medidas do novo presidente dos EUA, Donald Trump.

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São diversos comerciais defendendo a questão da imigração e o multiculturalismo, sem citar diretamente o presidente, mas com conotação política bastante clara. Teve também quem optasse pelo humor, e quem levantasse a bandeira da igualdade salarial entre os gêneros.

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Confira abaixo uma lista de alguns comerciais que usaram os valiosos segundos da noite de ontem como uma verdadeira forma de protesto:

1. 84 Lumber

O comercial The Journey, da 84 Lumber, uma empresa familiar do ramo da construção, foi provavelmente o mais impactante de todos. Nele, mãe e filha, ambas mexicanas, tentam atravessar a fronteira para os Estados Unidos e se deparam com o polêmico muro que Trump promete construir em breve. A Fox, emissora que exibiu o Super Bowl este ano, não gostou nada do comercial, e a marca precisou editá-lo, mostrando no intervalo somente uma parte do filme e convidando o espectador a acessar o site da empresa para conferir o final.

Versão censurada:

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=J0Uk6ctu7nI”]

Versão completa:

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=nPo2B-vjZ28″]

2. Coca-Cola

Ao invés de criar um filme novo, a Coca-Cola resolveu utilizar um comercial de 2014, que fez parte da campanha American is Beautiful. Intitulado It’s Beautiful, o material caiu como uma luva para o atual momento do país, onde o novo governo norte-americano prega a xenofobia e parece que simplesmente esqueceu que os Estados Unidos são um país multicultural, formado por famílias de diversas etnias.

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=LhP5sDUnF6c”]

3. Budweiser

A Budweiser, que frequentemente tem os seus comerciais como os preferidos do público no Super Bowl, mudou totalmente a fórmula para este ano. O filme Born the Hard Way conta a jornada de Adolphus Busch, fundador da empresa, ao migrar da Alemanha para os Estados Unidos em 1857.

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=HtBZvl7dIu4″]

4. Airbnb

A plataforma de aluguel também abraçou a bandeira da multicultura. O comercial We Accept mostra pessoas de diversas etnias junto com um texto que prega a tolerância e a inclusão. Logo após sua veiculação, Brian Chesky, diretor geral da empresa, tuitou: “Vamos entregar 4 milhões de dólares em quatro anos ao International Rescue Committee (ONG que ajuda os refugiados) para satisfazer as necessidades das populações deslocadas no mundo”.

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=yetFk7QoSck”]

5. Audi

A empresa automobilística alemã também aproveitou os segundos do intervalo do Super Bowl para fazer uma crítica, dessa vez a um problema que é transversal a praticamente todos os países do mundo: a desigualdade de salários entre os gêneros.

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=G6u10YPk_34″]

6. It’s a 10 Haircare

A empresa fabricante de produtos para cabelo utiliza do humor para criticar o presidente. “América, seguimos para pelo menos quatro anos de cabelos horríveis”, começa o texto, para então celebrar todos os tipo de cabelo, incentivando o respeito a individualidade de cada um.

[youtube_sc url=”https://www.youtube.com/watch?v=BH2bCJ5xm9I”]

Todas as imagens © Reprodução Youtube/Ronald Martinez/Divulgação

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Gabriela Alberti
Aquariana, curitibana, canhota e (só um pouco) teimosa. Curiosa desde o berço, tô sempre em busca de novidades, da senha do wi-fi, de novas séries para virar o fim de semana e de passagens promocionais para, quem sabe um dia, dar a volta ao mundo.