Fotografia

Projeto une poemas, tatuagem e fotografia para retratar sentimentos que marcam uma vida

por: Brunella Nunes

Sabe, às vezes falta um bocado de poesia na vida da gente. Tem dias que só um emaranhado de palavras sensíveis conseguem expressar a matéria do coração. Essa é a essência do projeto Corpo do Poema, que une poemas, tatuagem e fotografia para ilustrar sentimentos que marcaram a vida dos participantes.

Fotografias de braços, pernas, costelas e pulsos de 35 pessoas que dispuseram seus corpos voluntariamente para serem tatuados com poemas de André Oviedo – idealizador do projeto ao lado dos amigos Paulo Carmona e Rômulo Caballero – estampam as páginas do livro que leva o nome do projeto. Assim se cria um diálogo com a importância que a poesia representa, com fotografias de Fernando Cardamone e peles tatuadas por profissionais do estúdio Tattoaria House, em São Paulo.

Por meio de contribuições via Catarse, plataforma de financiamento coletivo, o projeto arrecadou mais de R$ 14 mil de apoiadores e assim se tornou realidade. “Nós avaliamos alguns cenários, como procurar editoras ou seguir de maneira independente. Como o projeto já é coletivo e desde o começo contamos com o apoio de pessoas, decidimos arriscar”, conta Rômulo Caballero.

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Esse é o segundo livro de poesias lançado por Oviedo, autor de “Formol” (2014, Selo DoBurro), que junto aos amigos envolvidos na ideia, dedicou seis meses à obra independente e acreditou na possibilidade de contribuições. Algumas pessoas já me disseram que meus poemas marcaram acontecimentos ou épocas da vida delas. Eu quis entender a ideia de ‘marcar’ seria sentida por algumas pessoas que se identificam com os poemas e me surpreendi muito com a aceitação do projeto”, comenta.

Assim nasceram as poesias tatuadas e delas as fotos em preto e branco. Entre marcas de tinta e da vida, o livro expõe capítulos de muitas histórias que, não por acaso, se encontram, transformando páginas vazias em painel de inspiração. Na dúvida, poetize-se.

Este livro diz muito sobre encontros. Do sangue com a tinta. Da arte com a arte. Do corpo com a vida. Isso faz dele um livro vivo. Que mesmo na prateleira, existe fora da prateleira. Que não acaba quando você termina de ler. Porque ele tem corpo e alma, nome e RG. E isso não tem fim.”

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Este livro diz muito sobre encontros. De pessoas incríveis com pessoas incríveis. De histórias lindas com histórias lindas. De momentos inesquecíveis com momentos inesquecíveis. Um livro que inscreveu uma página nova na minha vida e na de muita gente. Que vento nenhum vira. Que mão nenhuma vira. Que tempo nenhum vira.”

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Todas as fotos © Fernando Cardamone

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Brunella Nunes
Jornalista por completo e absoluto amor a causa, Brunella vive em São Paulo, essa cidade louca que é palco de boa parte de suas histórias. Tem paixão e formação em artes, além de se interessar por ciência, tecnologia, sustentabilidade e outras cositas más. Escreve sobre inovação, cultura, viagem, comportamento e o que mais der na telha.

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