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Após participante ser expulso do BBB, mulheres compartilham suas histórias de relacionamento abusivo

por: Gabriela Alberti

Na noite de ontem, o médico Marcos Harter, de 37 anos, foi expulso do programa Big Brother Brasil após ser acusado de agredir outra participante, a jovem Emily Araújo, de 20 anos. O fato aconteceu ao vivo, no horário nobre da TV Globo, e chamou bastante atenção do público, que aguardava por esse momento desde o último domingo, quando a violência aconteceu.

Após a produção do BBB ser procurada por Viviane da Costa, delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, foi realizado um exame de corpo e delito na jovem, e constatado que ela havia sim sofrido violência, ao contrário do que o programa havia anunciado na noite anterior.

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Quando o apresentador Tiago Leifert fez o anúncio para Emily e para as outras duas participantes que ainda estão no programa, a jovem ficou sem entender num primeiro momento, chegando até a dizer que não fazia sentido a expulsão do médico.

A situação ilustrou muito bem o que acontece na maioria dos relacionamentos abusivos, quando a vítima acredita que nada demais está acontecendo e que, muitas vezes, e até mesmo culpada pela situação. “Talvez você não estivesse enxergando que precisava de ajuda”, comentou Vivian, outra participante do BBB.

E durante o programa, a hashtag #EuViviUmRelacionamentoAbusivo ganhou força no Twitter, acompanhada de várias histórias de abusos. São inúmeros relatos de garotas que passaram por histórias parecidas com a de Emily, e os desabafos vão desde abusos psicológicos chegando até a graves ameaças e agressões físicas.

 

Como você pode perceber, a violência não é só física, ela se manifesta de diversas outras maneiras. Veja esta imagem compartilhada por inúmeros usuários ontem no Instagram:

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Se você precisa de ajuda, ou conhece alguma mulher que esteja sofrendo algum tipo de violência, veja abaixo algumas maneiras de denunciar.

– Disk 180: Serviço telefônico nacional e gratuito, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana;

– Clique 180: Aplicativo disponível para IOS e Android;

– Disk 190: Caso haja alguma emergência;

– Delegacias da Mulher: Procure a DEAM da sua cidade. Caso ela não funcione 24 horas, você pode registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia normal e depois transferir para a DEAM.

– Centros de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência: Caso você não se sinta segura ou à vontade para procurar a polícia, procure o Centro de Referência de Atendimento às Mulheres da sua cidade. Lá, é possível encontrar acompanhamento psicossocial, acolhimento e orientação jurídica.

– Serviços de Saúde Especializados no Atendimento à Mulheres em Situação de Violência: Algumas cidades possuem centros com equipes multidisciplinares (psicóloga/os, assistentes sociais, enfermeiras/os e médicas/os) capacitados para atender os casos de violência doméstica e violência sexual.

– Defensoria Pública: Caso você precise de um advogado mas não possua recursos para contratar um.

– Promotorias Especializadas: O papel da promotoria especializada é solicitar que a polícia civil inicie ou dê prosseguimento às investigações, solicitar ao juiz a concessão de medidas protetivas de urgência nos casos de violência contra a mulher e mover ação penal pública.

– Site da Secretaria de Políticas para as Mulheres: Aqui você você encontra os endereços de todas as delegacias e demais serviços (para entrar, clique aqui).

Todas as imagens © Reprodução Twitter/Instagram

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Gabriela Alberti
Aquariana, curitibana, canhota e (só um pouco) teimosa. Curiosa desde o berço, tô sempre em busca de novidades, da senha do wi-fi, de novas séries para virar o fim de semana e de passagens promocionais para, quem sabe um dia, dar a volta ao mundo.

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