Fotografia

Fotos raras mostram o interior do dirigível Hindenburg antes de seu acidente devastador em 1937

Vitor Paiva - 25/05/2017

Em 1936 o poderio da Alemanha nazista era ainda orgulhosamente exibido por seus líderes sem pudores pelo mundo, que de forma geral ainda observava somente com desconfiança ou no máximo críticas – quando não era visto com bons olhos pelos olhos de outros países. Foi nesse contexto que o dirigível LZ 129 Hindenburg foi fabricado e posto no ar, como o maior zepelim já feito. Com 245 metros de comprimento e 200 mil metros cúbicos de hidrogênio que o sustentavam em voo, o Hindenburg era um símbolo da força da Alemanha nazista.

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Durante 14 meses, o Hindenburg realizou 63 voos, transportando muitas vezes mais cerca de 100 passageiros a 135 km/h. Seu primeiro voo comercial saiu da Alemanha para o Brasil, e das 17 vezes em que cruzou o atlântico, 10 foram para os EUA e 7 foram para o Brasil. Seu interior tinha quartos, salões públicos, salas de jantar, de leitura, fumódromos e salões de festas.

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Seus dias de glória terminaram, porém, em 6 de maio de 1937, quando, ao se preparar-se para pousar em Nova Jersey, nos EUA, um incêndio tomou conta da aeronave, levando-a ao chão e à destruição completa. O fim do Hindenburg foi trágico, público e levou a vida de muitas pessoas. 36 pessoas morreram no acidente, que foi filmado e registrado, para tristeza de todos. Espantosamente, 62 pessoas sobreviveram.

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O uso de hidrogênio no lugar do gás hélio se deu por motivos econômicos, e acabou por selar o destino do zepelim: a sugestão do uso do hélio se dava por motivos de segurança, pelo gás não ser inflamável. Aquilo que parecia ser uma superação e uma apresentação da capacidade humana, se tornou um perfeito exemplo da soberba e da ganância, que ceifou vidas e histórias, assim como faria o horror e a ignorância absoluta do regime.

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Os dias dos zepelins como meio de transporte se encerram com o trágico acidente do Hindenburg, apontando para o destino abominável que esperava a Alemanha poucos anos depois, assim como de todo o mundo, e que parece ter sido captado pelo narrador que, diante do incêndio e da tragédia que se apresentava diante de sua frente, ao ver o zepelim em chamas só pode exclamar, em lágrimas: “Ah, a humanidade!”.

© fotos: reprodução/diversos

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Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, Vitor Paiva é doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores, publica artigos, ensaios e reportagens.