Estilo

Moda de rua: estilo é forma de expressão nas periferias dos quatro cantos do mundo

por: Gabo Vieira

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Foi-se o tempo em que o glamour inatingível das passarelas ditava os rumos da moda de cima para baixo. Mundo afora, as periferias mostram que pouco importa o tamanho da grife – o negócio é ter estilo.

Confira as cores vivas e os tons vibrantes de quem expressa suas vivências no modo de vestir e abusa da criatividade para expandir as fronteiras da moda.

Nova York, EUA

Tênis, bonés, joias e calças largas. Quando o assunto é moda e periferia em Nova York, basicamente estamos falando da cultura hip-hop. Marginalizado em seus primórdios, o estilo do gueto foi aos poucos se tornando dominante e não é exagero dizer que hoje influencia meio mundo. Ainda que o hip-hop tenha tomado conta das ruas de toda Nova York, é na periferia que as novas tendências seguem surgindo.

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Brazzaville, Congo

O estilo refinado e multicolorido pode te fazer pensar que esses caras vieram direto de um clube de jazz dos anos 1920. Mas são apenas os sapeurs, homens que desfilam com uma improvável exuberância pelas ruas de Brazzaville, capital do Congo – assim como em países vizinhos e até mesmo em guetos de capitais europeias. Além da elegância na aparência, um sapeur se orgulha de seus bons modos, gentileza e pacifismo. A máxima do “você é o que você veste” é levada a sério aqui.

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São Paulo, Brasil

Não dá para falar de looks urbanos sem mencionar uma das maiores cidades do mundo. Quem caminha pelas ruas de São Paulo se impressiona com o amálgama de estilos que formam o avesso do avesso do avesso do avesso. E a diversidade pulsa ainda mais forte na periferia. A galera se vira com o que tem e, lançando mão da criatividade característica dos brasileiros, expressa no modo de se vestir toda a potência existente onde o filho chora e a mãe não vê.

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Foto: Thiago Bernardes

Rio de Janeiro, Brasil

Aquele papo de funk ostentação pouco se criou pelas favelas e periferias do Rio de Janeiro. Para quem é dos morros e subúrbios cariocas, o estilo que pega mesmo é o chavoso. O nome deriva da expressão “chave de cadeia” – ou seja, a molecada com uma certa propensão a arrumar problema. O termo foi ressignificado para um lance mais positivo: mostrar que os “chavosos” são os que se vestem bem, que se destacam na favela montando um visual chamativo e colorido mesmo com pouca grana no bolso. De preferência com meia na canela, é claro.

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(Foto: IHateFlash)

O estilo vibrante das periferias cariocas, em diálogo com o estilo das periferias do mundo inteiro, foi um dos destaques do Festival Rider #DáPraFazer. Foram quatro semanas em pontos distintos do Rio (Gamboa, Madureira, Duque de Caxias e Recreio) juntando a galera que faz a diferença na cena local. Teve música, grafite, dança, debate e, óbvio, muita gente estilosa entre chavosos e swags.

Saiba mais na nossa cobertura do festival nesse link e conheça os fazedores que vão te inspirar nessa página!

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