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No futuro todas as respostas estarão embaixo da sua pele dentro de um chip

por: Camila Garófalo

Quantas informações cabem num grão de arroz? Essa pergunta pode parecer estranha mas é exatamente essa a proposta do Biochip NFC, um dispositivo em formato de cápsula implantado sob a pele, entre o polegar e o indicador da mão, capaz de armazenar seus dados pessoais, além de senhas de cartão de crédito e alguns comandos para interagir com outros objetos.

Imagina abrir a porta de casa só de encostar a mão no sensor de entrada? Ou dar partida no carro enviando o comando escondido na sua pele? Ou fazer um pagamento sem nem precisar tirar o cartão da bolsa? Estamos falando de NFC, tecnologia que permite a troca de informações sem fio, com a proximidade dos dispositivos. Atualmente já é usada para compra de passagens de metrô e carregar vídeos, por exemplo.

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Feita com vidro biodegradável para evitar rejeição, as cápsulas “instaladas” dentro do corpo humano têm gerado polêmica entre alguns religiosos que acreditam que biochip é diabólico, pois seria a representação da “marca da besta”. A origem está no livro do Apocalipse.

Outros argumentos mais palpáveis como o sequestro de dados pode ser um problema real caso o usuário não proteja seu próprio biochip. Para evitar que isso aconteça a tecnologia de comunicação do dispositivo é passiva, ou seja, só transmite dados se passar perto de um leitor, como um smartphone ou um computador.

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Atualmente o Brasil não possui uma lei específica sobre a privacidade dos dados coletados pelo biochip e ainda tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei de proteção desses dados. A expectativa é que a tecnologia seja aperfeiçoada e que, até em 2020, um em cada cinco pagamentos será feito com dispositivos móveis tipo o Biochips. Nos dias de hoje outros exemplos que podemos citar são os protocolos usado por sistemas de pagamento móvel, como Apple Pay e o cartão de transporte Bilhete Único, de São Paulo.

Para o engenheiro Raphael Bastos, o primeiro brasileiro a implantar um chip, além dessas funções ele também aproveita para carregar uma carteira com bitcoins (moedas virtuais) dentro da mão e também para desbloquear as senhas do notebook e das redes sociais. Já para a artista visual Lina Lopes o chips pode até influenciar na sua própria arte e na sua relação com a tecnologia.

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Para ela o procedimento do implante foi bem simples. “É como colocar um piercing”, diz em outra entrevista na web. Durante a Tech Fair, feira de tecnologia que rolou na Casa das Caldeiras, comprovamos que o processo é realmente rápido e ainda acompanhamos uma aplicação de biochip ao vivo numa voluntária. Nos Estados Unidos, o preço do Biochips NFC varia entre US$ 30 e US$ 80. No Brasil pode ser injetado por cerca de R$ 300.

Em São Paulo, Josemar Moura oferece esse serviço pela página do Facebook do Biochip. E você, implantaria um biochips na sua pele? Enquanto pensa melhor sobre o assunto, fica o contato.

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Todas as fotos: Reprodução

*Tecnologias emergentes, novos padrões de consumo, inovações que transformam nosso cotidiano. Foi um pouco de tudo isso que vimos na Tech Fair, uma incrível feira gratuita promovida pela Votorantim, que aconteceu no dia 26 de abril, na Casa das Caldeiras, em SP.

O Hypeness não poderia ficar de fora dessa e se associou à Votorantim para criar um canal especial que apresenta alguns dos temas e projetos que fizeram parte do evento. É só seguir tudo aqui.

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Camila Garófalo
Camila Garófalo é cantora, compositora e publicitária. Produz sua própria carreira e escreve sempre que sente vontade. Tem um único vício: comunicar-se.

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