Diversidade

Artista trans combate o tabu da menstruação com foto e poema poderosos

por: Redação Hypeness

Se a menstruação feminina já está (finalmente) deixando de ser um tabu, o mesmo não pode ser dito sobre a menstruação de homens trans. Sim, por terem nascido com um aparelho reprodutor feminino, há homens que menstruam normalmente, embora não se fale sobre o assunto. Mas o educador e artista norte-americano Cass Clemmer decidiu trazer o assunto à tona.

De acordo com o UOL, Clemmer é um homens trans que cresceu em uma comunidade conservadora, onde foi ensinado a sentir vergonha de sua identidade de gênero e de seu período menstrual. Para que outros homens que passam pela mesma situação não se sintam sozinhos, o artista desenvolveu um personagem conhecido como Toni The Tampon, um absorvente interno que busca conscientizar pessoas de todos os gêneros e idades sobre temas relacionados à saúde menstrual.

Fotos: Reprodução Facebook

Recentemente, o jovem deu ainda mais visibilidade ao assunto, publicando uma foto sua na página com as calças sujas de sangue. Na foto, ele segura uma placa que diz: “Menstruação não é apenas para mulheres. #SangrandoEnquantoTrans“. A imagem é acompanhada de um poderoso poema, em que Clemmer reflete sobre a condição de homem trans e a menstruação.

Vocês todos sabem que sou trans e queer e o que isso significa para mim. É algo que não é nem lá nem aqui. É um feliz e assustador lugar no meio. Então quando eu falo sobre inclusão de gênero e escrevo essas rimas para ajudar você a ver, eu não estou tentando trazer algo raso. Menstruação é honestamente bastante traumático para mim“, diz um trecho.

Um dia eu tive a minha primeira menstruação e neste dia eu perdi tudo. Eu tinha 15 anos e era feliz, correndo com o peito à mostra e másculo, escalando árvores, cavando buracos e ninguém dava bola. Quer dizer, acho que minha mãe estava preocupada, então eu deixei o cabelo crescer. Um sinal de que eu era normal, ainda uma menina, um sinal pintado em neon na minha caixinha de gênero. Então no dia em que eu menstruei, meu deus, um dia tão orgulhoso, essa pequena criança andrógina recebeu o reforço cis“, diz o poema. Nos versos, Clemmer conta ainda que teria sentado e chorado agradecendo a deus por “ser normal” ao mesmo tempo em que sofria a liberdade perdida.

Veja o meu corpo me traiu, aquele ponto vermelho, aquele selo em um contrato que foi quebrado. Uma identidade de gênero que não era real […] Porque sempre que eu tenho meu ciclo é outro dia que eu derramo meu gênero“. A publicação poderosa foi compartilhada por mais de 2 mil pessoas, recebendo um total de 400 comentários, entre mensagens de apoio, questionamentos e críticas.

Todas as imagens: Reprodução

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