Inovação

Ciência: o motor do futuro

Redação Hypeness - 04/07/2017 | Atualizada em - 19/07/2017

Não é preciso dispor de um equipamento caro e conhecimentos enciclopédicos para dar vida à ciência, à tecnologia e à inovação. Nossos antepassados pré-históricos, sem saber, davam o primeiro passo nesse sentido ao descobrir o fogo, ao criar a roda, ao cunhar o metal. Hoje, a ciência já ganhou novos sentidos e está presente em praticamente todas as esferas da nossa vida.

A cada dia, uma nova descoberta abre mais possibilidades para o mundo. Neste exato momento, testes de novos medicamentos estão sendo realizados para salvar vidas no futuro. A ciência já deixou de ser aquela coisa feita por pessoas de jaleco para se tornar uma esfera da sociedade. Todos lemos sobre novas criações diariamente e muitos podemos nos envolver com projetos científicos que, à sua maneira, buscam transformar o mundo.

Para tornar as novas descobertas da ciência ainda mais acessíveis, um site criado pela neurocientista Alexandra Elbakyan, do Cazaquistão, está lutando contra os direitos autorais de estudos científicos. Criado em 2011, o Sci-Hub funciona praticamente como um “Pirate Bay do conhecimento”.

Foto: Reprodução / Foto destaque: Drew Hays

Para compor sua base de mais de 62 milhões de documentos, a plataforma conta com a parceria de cientistas anônimos que assinam serviços pagos de novidades científicas e tornam documentos protegidos por editoras em dados públicos. Não é difícil entender que a atividade é considerada ilegal, por ferir os direitos de autor. A Corte de Nova York havia inclusive determinado o fechamento do site – mas a plataforma apenas mudou de domínio e continua levando conhecimento sem barreiras a quem estiver interessado.

Mesmo assim, o Sci-Hub continua enfrentando pressões. Em 2016, nós contamos aqui no Hypeness que a editora Elsevier, uma das maiores na área, está processando a plataforma graças ao uso do material. Eles pedem até 150 milhões de dólares por artigo replicado, mas sua corajosa criadora está disposta a não recuar.

Se tem um estudo que realmente merece vir a público é este, que foi conduzido durante 75 anos pela Universidade de Harvard. O objetivo da pesquisa sobre “Desenvolvimento Adulto” era descobrir os fatores que podem nos levar a uma terceira idade com mais saúde física e mental.

Foto: Reprodução Youtube

Graças a sua duração, o estudo passou pelas mãos de quatro diretores diferentes. O último deles, Dr. Robert Waldinger, compartilhou em um Ted Talk (vídeo abaixo) as descobertas realizadas durante o período. Os 75 anos de duração da pesquisa foram usados para entrevistar e monitorar mais de 700 homens, bem como suas famílias. Cada indivíduo passava por entrevistas a cada dois anos, exames médicos e tinha suas experiências de interação com outras pessoas monitoradas. Ao todo, os participantes foram divididos em dois grupos: estudantes de Harvard e crianças das regiões mais pobres de Boston, onde a universidade está localizada.

A descoberta surpreendeu os mais céticos: o maior impacto na qualidade de vida quando chegamos a uma idade avançada não está no dinheiro que acumulamos, no emprego que tivemos ou em qualquer bem material, e sim nos laços que criamos com outros seres humanos. Ao final do estudo, os cientistas constataram que quem mantinha as melhores relações pessoais vivia mais feliz, mais saudável e por mais tempo.

[youtube_sc url=”https://youtu.be/8KkKuTCFvzI” width=”628″]

Enquanto pesquisas como essas que são capazes de nos ensinar a viver melhor, há outras que buscam resolver problemas sérios de saúde. É o caso deste estudo realizado com um anticorpo que pode se tornar a cura para o Alzheimer.

Trata-se de uma pesquisa feita em parceria entre a empresa de biotecnologia Biogen, o Hospital Butler, em Providence (EUA), e o Instituto para Medicina Regenerativa da Universidade de Zurique, na Suíça. O experimento ministrou injeções mensais de uma droga chamada aducanumab em 165 pacientes com o mal de Alzheimer durante um ano. Nesta droga, havia a presença de um anticorpo que é a nova promessa de cura da doença.

Ao final do tratamento, a Alzheimer havia sido sensivelmente reduzido e, em alguns casos, eliminado do cérebro dos pacientes. O anticorpo em questão é responsável por combater placas da proteína beta-amiloide, que se acumula no cérebro humano sendo responsável pelo mal. Mesmo assim, novos testes deverão ser conduzidos até 2020 para auferir a eficácia do anticorpo no combate à doença – até lá, nós vamos torcendo para que sua ação se comprove!

Fotos: Divulgação Nature

Não são apenas os anticorpos que podem ajudar a combater problemas de saúde. A Quinta Sinfonia de Beethoven pode ser a nova arma dos pesquisadores contra o câncer de mama. O estudo com cara de cientista maluco foi conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pesquisadores da instituição expuseram uma cultura de células MCF-7, ligadas ao câncer de mama, à sinfonia. Como resultado, cinco das células participantes do estudo morreram e algumas tiveram seu tamanho consideravelmente reduzido. As células MCF-7 também foram expostas a outras duas músicas clássicas. “Atmosphères”, de György Ligeti, apresentou um efeito muito semelhante, enquanto “Sonata para 2 pianos em ré maior”, de Mozart, não representou nenhuma alteração nas células.

A terapia musical já é bastante usada no mundo para tratamento de transtornos psicológicos, mas esta pode ser uma das primeiras experiências do gênero no tratamento de doenças severas como o câncer. A partir das descobertas, os cientistas pretendem analisar exatamente qual característica das músicas foi responsável pela diminuição das células. A partir disso, pretendem desenvolver uma terapia menos agressiva no combate ao câncer – e que, de preferência, não se pareça muito com cenas do filme Laranja Mecânica. Pelas dúvidas, vale a pena escutar a Quinta Sinfonia de Beethoven e se prevenir.

Foto: Reprodução Laranja Mecânica

Mas a ciência não precisa estar restrita a universidades e laboratórios, como prova Calramon Mabalot, de apenas 9 anos. O menino sempre havia se interessado por tecnologia e impressões 3D. Foi justamente pesquisando sobre este tipo de impressão que Calramon conheceu o professor Nick, uma pessoa que realmente poderia ser ajudada pela tecnologia (relembre a história).

Utilizando informações disponíveis através do projeto Enabling the Future, o jovem foi capaz de criar uma prótese de mão completamente articulada e funcional para seu professor. No site do projeto, é possível encontrar informações completas sobre como construir sua própria mão usando uma impressora 3D.

Fotos: Divulgação

No Hypeness, nós acreditamos que a promoção da ciência é responsabilidade de todos nós. Através de experimentos e descobertas como estes que listamos acima podemos melhorar a nossa vida e gerar um impacto positivo na sociedade. Pode ser lutando pelo fim das barreiras ao conhecimento, como faz o Sci-Hub, inovando de maneira precoce como Calramon, ou mesmo divulgando todas estas novidades por aqui.

Publicidade


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

Branded Channel Hypeness

Marcas que apoiam e acreditam na nossa produção de conteúdo exclusivo.


Warning: file_put_contents(/var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/functions/cache/twitter-stream-hypeness.txt): failed to open stream: Permission denied in /var/www/html/wordpress/wp-content/themes/hypeness-new/functions/social.php on line 410


X
Próxima notícia Hypeness:
Primeiro carro elétrico para usuários de cadeiras de rodas que não demanda habilitação