Inovação

Esse jardim de infância é a prova de que temos muito o que aprender com a Suécia sobre igualdade de gênero

por: Redação Hypeness

Não é difícil perceber que boa parte da desigualdade de gêneros começa a ser construída e afirmada logo na infância – e que tal afirmação se apresenta em toda parte, dos brinquedos às roupas, passando pelos códigos sociais, histórias e hábitos, mesmo entre crianças.

Mas o que acontece se tais paradigmas forem combatidos desde o início, e se as crianças forem educadas desde cedo em um ambiente onde tais separações não existam? Essa é a experiência oferecida pela Egalia, uma creche e escola em Estocolmo, na Suécia, que coloca as crianças em um ambiento neutro em termos de gênero.

Lá os professores evitam usar os pronomes “ele” e “ela” – substituindo por “amigos” ou pelo pronome “hen”, emprestado do finlandês, que justamente não tem gênero. Além disso, os brinquedos são todos misturados e devidamente incentivados a serem usados por quem quiser, sem qualquer separação entre brincadeiras “de menino” ou “de menina”. Da mesma forma, os meninos podem se vestir como quiserem e brincar com bonecas.

Os livros também são diferentes: saem as clássicas histórias que tanto definem as funções de gênero na sociedade, como Cinderela e A Bela Adormecida, e entram fábulas com animais, em histórias como a de duas girafas que adotam um filhote de crocodilo. A ideia é libertar as crianças das expectativas pré-estabelecidas, e oferecer a elas um âmbito maior de possibilidades – o âmbito da vida como um todo, e não só de metade.

Os críticos chamam de loucura, mas a diretora, Lotta Rajalin, explica apaixonadamente o ponto defendido pela Egalia. “Todas as garotas sabem que são garotas, e todos os garotos sabem que são garotos. Não estamos trabalhando com gênero biológico, mas sim com gênero social”, ela explica. Especialistas se dividem a respeito dos métodos, ainda que a maioria concorde com a necessidade de se questionar tais parâmetros.

Alguns consideram uma forma de isolar as crianças do mundo real, enquanto outros acham que é fundamental mudar esse mundo, e começar pelas pessoas, oferecendo-as desde cedo liberdade, é o primeiro passo. Os efeitos a longo prazo serão vistos no futuro, mas uma coisa é certa: é preciso que o futuro seja diferente, e isso precisa começar agora, não só na Suécia, mas no mundo todo.

© fotos: divulgação

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