Inovação

Tem tanto ingrediente possível pra fazer uma boa cerveja que dá pra criar um abecedário cervejeiro

Redação Hypeness - 11/07/2017

Das mais fracas e comuns às mais encorpadas e complexas em seus sabores, a cerveja é uma bebida tão cheia de possibilidades em seu sabor e em sua feitura quanto é popular em suas fórmulas mais clássicas. Com a popularização também de versões mais artesanais e elaboradas da bebida, aumentam também os ingredientes com os quais é hoje possível se fazer uma cerveja – aumento proporcional à variação de gostos e à quantidade de possibilidades em sabores ofertados no Brasil.

Assim, é possível desenvolver um verdadeiro abecedário de ingredientes (mais populares ou mais exóticos) com quais é e pode ser feita a cerveja. De A a Z, do trigo e água ao milho, passando pelo gengibre, pela rapadura e chegando até na formiga, o abecedário da cerveja ilustra o quão versátil a bebida é, assim como pode ser a criatividade humana na hora de criar e desenvolver as coisas que mais lhe dão prazer.

Água: Não é exagero afirmar que a água é o ingrediente mais importante na produção da cerveja, tanto na quantidade quanto na qualidade – compondo aproximadamente, 90% da bebida. E graças às tecnologias de tratamento da água utilizadas na indústria cervejeira atualmente, é possível obter a água ideal para a produção dos diferentes estilos.

Banana: fabricada pela cervejaria inglesa Charles Wells, a Banana Bread Beer é uma cerveja Ale com teor alcoólico de 5,2%. Com a adição de banana durante a fermentação, a bebida ganha notas intensas da fruta nos aromas e no paladar.

Cevada: seus grãos são a alma da cerveja e serão transformados em malte, que contribuirá para diversas características da bebida, como a cor, o corpo e os aromas. Quando uma cerveja se diz “puro malte”, quer dizer que é feita com “puro malte de cevada”.

Damasco: As cervejas do tipo Saison são um verdadeiro parque de diversões para os mestres-cervejeiros. Leves, frutadas e refrescantes, essas Ale surgidas na Bélgica podem possuir frutas entre os ingredientes. A Dádiva Saison Printemps, uma cerveja de edição limitada feita no interior de São Paulo, por exemplo, recebe a adição de damasco na produção.

Especiarias: A “escola belga” de produção de cervejas se caracteriza há vários séculos pela criatividade e a diversidade no uso de ingredientes. Por sua diminuta área territorial e localização estratégica – no meio da rota entre Holanda, França e Reino Unido – o país se beneficiou historicamente de produtos comercializados ali, como frutas e especiarias. É por isso que em vários tipos de cerveja belga estão presentes sementes de cominho, cravo e de coentro, que conferem aromas e sabores à bebida.

Formiga: Acredite, até formiga já foi parar na receita de uma cerveja brasileira. Em 2013, foi lançada em São Paulo a Saúva, uma Saison caseira e de produção limitada, em cuja receita foram utilizados figo, tucupi e formigas saúvas.

Gengibre: Lançada em 2015 em uma edição limitada de 2.000 litros, a Wäls Saison D´Alliance foi produzida em Belo Horizonte, para celebrar a parceria entre a Wäls e a cervejaria Ambev. Em sua composição foram usados gengibre, sálvia e hortelã.

Hortelã: Assim como a Wäls Saison D´Alliance, outra cerveja brasileira feita com essa erva é a Profeta Weiss, elaborada com trigo e hortelã.

Iogurte: Uma microcervejaria da Nova Zelândia e duas americanas testaram o uso de iogurte, no lugar de outras leveduras, na produção de suas “sour beers” (cervejas azedas) com o objetivo de reduzir o tempo de fermentação que, nesses estilo, é longo.

Jasmim: A microcervejaria Elysian, de Washington (EUA), elabora a IPA Avatar Jasmine, uma cerveja de corpo médio e 6,3% de álcool, em que flores secas de jasmim são adicionadas na produção.

Lúpulo: Essa flor da família das canabidáceas – a mesma da maconha, mas que não tem efeito entorpecente – é responsável pelo aroma e amargor da cerveja. Sua maior ou menor quantidade na produção irá definir se uma cerveja é mais ou menos amarga.

Milho: É um cereal amplamente utilizado na produção de cerveja há centenas de anos, no mundo todo. Ele deixa a cerveja mais leve e refrescante, e está presente nas marcas mais vendidas no mundo, entre elas Skol e Brahma (Brasil), e Corona (México).

Noz-moscada: Os monges que fabricam as cervejas do tipo Trapista (nos monastérios da Bélgica) utilizam em suas cervejas supercultuadas ingredientes alternativos como coentro, pimenta e até mesmo pitadas de noz-moscada.

Orégano: Produzida nos EUA, a Mamma Mia Pizza Beer se apresenta como uma “cerveja de pizza”. A receita inclui farinha, molho de tomate, alho, manjericão e orégano.

Priprioca: A microcervejaria Amazon Beer, de Belém (PA), produz cervejas com ingredientes típicos da Amazônia. Uma delas é a Red Ale feita com priprioca, uma erva aromática muito usada na indústria de cosméticos. Na composição da cerveja é utilizada a raiz, da qual é extraído um óleo.

Quinoa: Cereal típico do Peru e da Bolívia, e conhecido pelos Incas, é usado pela comunidade indígena Aymara na produção de cervejas locais.

Rapadura: A cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto, produz a Colorado Indica, ganhadora de vários prêmios – uma IPA inspirada na escola inglesa, lupulada e alcoólica –, em que lança mão de rapadura entre os ingredientes.

Sorgo: Pouco conhecido no Brasil, o sorgo é um grão largamente utilizado na África, tanto para a alimentação humana como para ração animal, devido à sua resistência às condições severas de clima – no caso, calor e escassez hídrica. Para a produção de cerveja, é utilizado in natura ou malteado.

Trigo: O trigo é a base das cervejas do tipo Weiss, da escola alemã. São leves, refrescantes e têm aroma de cravo e de frutas Entre as marcas mais conhecidas está a tradicional Franziskaner (desde o século 14).

Uva: Na Serra Gaúcha, principal região produtora de vinhos no Brasil, a cervejaria Petronius Beverage lançou em 2015 a Schatz Muskat, uma cerveja elaborado com uvas moscato.

Viagra: Em 2011, a cervejaria escocesa BrewDog apresentou a Royal Virility Performance, uma cerveja de edição limitada, produzida com o que chamou de “viagra herbáceo”, entre outros supostos afrodisíacos.

Xarope: Produzida no estado do Oregon (EUA), a Rogue Voodoo Doughnut Bacon Maple Ale mistura bacon e xarope de bordo (o tradicional maple syrup, usado nas panquecas doces americanas).

Zimbro: Original da Finlândia, o Sathi é um estilo de cerveja que mescla cereais malteados e não-malteados, entre eles cevada, centeio, trigo e aveia. Para incrementar o aroma, costuma-se acrescentar bagas de zimbro na receita.

© fotos: divulgação

 

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