Debate

Trump proíbe entrada de pessoas transgêneros nas Forças Armadas

por: Tuka Pereira

Desde que assumiu como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump vem tomando uma medida polêmica após a outra. A última delas foi anunciada nesta quinta-feira (26). Em sua conta no Twitter, Trump declarou que as Forças Armadas dos EUA não aceitarão nem permitirão a presença de pessoas transgênero.

Após consultar meus generais e especialistas militares, estejam avisados de que o governo dos Estados Unidos não aceitará e não permitirá que pessoas transgênero sirvam em qualquer posição no Exército americano“, tuitou.

Ele justificou a decisão em função dos “custos médicos e dos transtornos que representam”.

Nossos militares devem se concentrar em vitórias decisivas e extraordinárias, e não podem se preocupar com os tremendos custos médicos e transtornos que seriam causados por transgêneros entre os militares“, escreveu no Twitter.

A decisão reverte uma política inicialmente aprovada pelo Departamento de Defesa durante a gestão do democrata Barack Obama, que ainda seria revisada.

Ainda não se sabe o que acontecerá com as pessoas transgênero que já servem as Forças Armadas.

Lembrando que, enquanto ainda estava em campanha para se eleger presidente, Trump afirmou ser amigo da comunidade LGBT.

Um famoso soldado transexual americano é Shane Ortega, que foi o primeiro soldado abertamente trans no país. Há anos advoga pelo fim da política discriminatória das forças armadas. Ele já foi enviado duas vezes ao Iraque e uma vez ao Afeganistão – as duas primeiras como mulher e a terceira como homem, o gênero com o qual ele se identifica.

Em 2016, o exército britânico oficializou Chloe Allen como a primeira mulher transgênero na linha de frente do exército britânico.

Embora Donald Trump tenha citado os altos custos associados aos membros do serviço transgênero em sua lógica de proibi-los para o serviço militar, o Pentágono gasta quase cinco vezes mais no Viagra do que no fornecimento de serviços médicos para tropas transgêneros.

Um estudo de 2016 da Rand Corporation descobriu que os custos médicos anuais máximos para os serviços transgêneros seriam de cerca de US$ 8,4 milhões. Em comparação, os militares gastaram US$ 84 milhões em medicamentos de disfunção erétil como Viagra e Cialis em 2014, informou o Military Times.

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Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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