Fotografia

Um asilo de quase 200 anos se tornou o cenário perfeito para um ensaio fotográfico de suspense

por: Vitor Paiva

Usando alguns amigos como modelos, roupas antigas e adereços simples, a fotógrafa Karen Jerzyk realizou um ensaio que mais parece uma sequência de imagens tirada de um filme de ficção científica e terror. Além do próprio talento e da disposição dos amigos, Karen teve, para sua composição, uma arma secreta. Ou melhor: um cenário secreto. O toque especial que fez o clima das fotos foi o fato de terem sido tiradas em um antigo asilo, de quase 200 anos de idade.

Fundado em 1827 e tendo funcionado até 1974, o Rolling Hills Asylum foi construído para receber doentes mentais, bêbados, pobres e idosos, e foi cenário, segundo sua lenda, de muitos maus tratos, assassinatos e atividades paranormais – que até hoje seriam notadas dentro do local. Foi lá que Karen criou, com humor e talento, as fotografias de seu ensaio de suspense, meio sci fi meio horror, de baixo orçamento mas alto impacto.

Recriando momentos clássicos da linguagem de tais filmes – com a ascensão aos céus e a metamorfose – Karen mostra que o medonho não precisa estar sempre nos efeitos especiais grandiosos e histriônicos, mas sim em um pequeno detalhe, num jeito de olhar, de se portar, num objeto estranho ou mesmo no cenário. O suspense, afinal, está em quem olha.

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© fotos: Karen Jerzyk


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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