Sustentabilidade

A empresa francesa que subverteu o capitalismo para não quebrar e hoje é pura inspiração

por: Mari Dutra

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É diante da crise que as empresas tendem a se reinventar, como ocorreu com a Pocheco, uma fábrica de envelopes localizada em Forest sur Marque, no norte da França. Em 1997, a empresa enfrentava problemas econômicos, ambientais e sociais devido a uma fraca integração com seu entorno. Ao detectar isso, o diretor Emmanuel Druon decidiu que estava na hora de uma mudança radical nos negócios.

O processo de transformação começou com a criação de uma equipe para decidir como seria o futuro da empresa, que deveria passar a ter uma maior conexão com o meio ambiente e priorizar o bem estar dos funcionários, segundo informações do site Energias Renovables. Juntos, eles chegaram ao conceito de economia circular, uma ideia que promove que produtos, materiais e recursos se mantenham em uso durante o maior tempo possível, evitando a geração de resíduos.

É por isso que, segundo a publicação, a empresa utiliza papel reciclado e biodegradável, além de tintas naturais em sua produção. Parte da eletricidade é proveniente de energia fotovoltaica e a água utilizada nos processos industriais é, em sua maioria, coletada da chuva. Ou seja, todos os aspectos são pensados visando a sustentabilidade.

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A empresa também desenvolveu um processo chamado de Ecolonomia (uma mistura das palavras ecologia e economia), que deu origem a um livro homônimo lançado por Emmanuel Druon. Com essa nova proposta, o foco deixou de ser o dinheiro, já que todo o excedente da empresa é reinvestido nela, não gerando lucros.

Com toda a mudança, a Pocheco foi capaz de reduzir o risco e a dificuldade do trabalho, assim como o impacto ambiental. Além disso, eles perceberam um aumento na produtividade. Agora, o objetivo da empresa é chegar a um ponto em que não sejam produzidos resíduos – hoje, 98% destes já são reciclados.

Recentemente, a iniciativa ganhou destaque também no aclamado documentário Demain (“Amanhã”, em francês), ganhador do prêmio César de Melhor Documentário em 2016. Parte do filme pode ser vista abaixo – e também é possível encontrar a produção completa disponível na Netflix.

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Todas as fotos: Reprodução Facebook


Mari Dutra
Comunicadora e especialista em conteúdos digitais, Mariana escreve sobre turismo, sustentabilidade e o que mais der na telha. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog Quase Nômade.


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