Debate

Baltimore não se intimida com marcha nazista e derruba também suas estátuas de líderes confederados

por: Redação Hypeness

Enquanto o próprio presidente dos EUA parece incapaz de condenar completa e absolutamente a ação de neonazistas e supremacistas brancos após o trágico ocorrido na cidade de Charlottesville, no último final de semana, a cidade de Baltimore, num gesto bravo e necessário, mandou retirar imediatamente todas as estátuas de militares confederados de suas praças e ruas. A retirada aconteceu na madrugada de terça feira, envolvendo quatro estátuas da cidade.

Diferentemente de Charlottesville e outras cidades americanas, em que o debate ao redor da presença de estátuas homenageando os confederados vem se dando ao longo de confusos meses, a medida foi posta em prática um dia após a aprovação da remoção pelo conselho municipal de Baltimore. Segundo a prefeita, a decisão e a urgência se deu a fim de que a população da cidade não fosse ameaçada.

 

A manifestação neonazista ocorrida em Charlottesville no final de semana tinha como pano de fundo justamente a remoção da estátua do general Robert E. Lee, uma das lideranças da resistência militar conhecida como “confederados” que, durante a guerra civil americana, entre 1861 e 1865, defendiam a escravidão. Lee tornou-se, portanto, um símbolo do racismo e do preconceito nos EUA.

A ação neonazista e racista em Charlottesville terminou com dezenas de feridos e a morte de Heather Heyer, que se manifestava contra os neonazistas.

Se a cidade de Baltimore parece ter evitado a violência em potencial, o mesmo não pode ser dito do presidente Donald Trump. Em sua primeira declaração sobre o ocorrido em Charlottesville, Trump afirmou que houve excessos em ambos os lados.

Pressionado por todas as partes por não ter sequer mencionado os grupos racistas, dois dias após a tragédia ele enfim declarou repúdio aos neonazistas e a grupos como a Ku Klux Klan. No dia seguinte, porém, em coletiva, ele voltou a afirmar que o problema estava nos dois lados, e que havia boas pessoas “nos dois lados” – incluindo, portanto, os neonazistas e racistas.

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© fotos: reprodução/divulgação


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