Empreendedorismo

Empreendedoras criam sócio homem fictício para sua startup e o resultado é inacreditável

por: Mari Dutra

O maior obstáculo para as mulheres empreenderem está longe de ser a falta de boas ideias ou dificuldade de administrar um negócio. Embora os dois problemas possam ser vividos por pessoas de ambos os sexos, há um terceiro item que afeta principalmente as mulheres: o machismo no mercado. Para expor essa questão, duas empreendedoras decidiram “contratar” com sócio masculino para seu negócio – e o resultado não poderia ser mais surpreendente.

Tudo começou quando Penelope Gazin e Kate Dwyer decidiram lançar a loja online Witchsy para vender objetos diferentes com uma pegada artística, conectando artistas e designers ao público final. E, embora a iniciativa já seja um enorme sucesso, tendo vendido cerca de US$ 200 mil apenas em seu primeiro ano, o negócio precisou de uma mão masculina fictícia para decolar.

?? Take a Seat pin by witchsy.com/elainajart

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As empreendedoras contaram ao Fast Company que enfrentaram muita desconfiança e comentários condescendentes no início do negócio, o que creditam principalmente ao fato de serem jovens mulheres. O programador contratado para criar o site tentou até mesmo deletar todo o conteúdo após Penelope recusar sair com ele.

Both socks and this unwelcome Matt are up on Witchsy.com/rosehound-apparel

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Mas, na maioria dos casos, as situações que elas viveram eram mais sutis, embora também calcadas no machismo. Colaboradores respondiam aos seus e-mails de maneira desrespeitosa, vaga e/ou condescendente com frequência. Foi quando as duas decidiram contratar uma terceira “pessoa”: Keith Mann, um sócio fictício que passou a se comunicar por e-mail com pessoas de fora da empresa.

Dear World… ✉️ witchsy.com/badaboom-studio

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As mesmas pessoas que evitavam responder para as duas empreendedoras passaram a enviar respostas rápidas ao novo sócio e até mesmo perguntar se ele “precisaria de mais alguma coisa”, segundo Penelope e Kate contaram à publicação. Apesar disso, Keith teve seu trabalho dispensado – mas as empreendedoras alegam que podem voltar a usar seus serviços caso sejam necessários novamente.

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Fotos: Reprodução


Mari Dutra
Criadora do Quase Nômade, contadora de histórias, minimalista e confusa por natureza, com os dois pés (e um pet) no mundo. Chega mais perto no Instagram.

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