Fotografia

InstaStories: o moleskine que todo fotógrafo deveria levar no bolso

por: Redação Hypeness

Inicialmente desacreditado, o InstaStories foi criado há exato um ano para aniquilar com seu principal concorrente, o Snapchat. Conseguiu. De lá pra cá, são mais de 250 milhões de usuários utilizando a ferramenta diariamente, pessoal ou profissionalmente. Por sinal, uma eficiente estratégia de negócios: uma a cada cinco hiSTORIas postadas recebe uma mensagem direta de volta.

Não é de se surpreender, sabendo que os jovens de até 25 anos passam uma média de 32 minutos por dia no Instagram – acima dos 25 anos, a média é de 24 minutos diários!
Sempre levei o InstaStories a sério, curioso e entusiasta por novas plataformas para desenvolver minhas narrativas visuais. “Mas por que se dedicar tanto para algo que só vai durar 24 horas?”, é a pergunta recorrente que ouço dos amigos. Encaro a plataforma como um caderno de rascunhos, meu moleskine 2.0.
Totalmente inapto para o desenho, inicialmente fui fisgado pela possibilidade de partir de fotografias como base e usar os stickers e os emojis para criar associações e brincadeiras – muito inspirado pelo projeto @abstractsunday, do ilustrador Christoph Niemann. [aproveitando: quem ainda não assistiu, vale a pena conferir o episódio “A Arte do Design”, primeiro da série Abstract, disponível no Netflix].

A medida que o tempo foi passando – e foram aparecendo novas ferramentas exclusivas para o app (boomerang, rebobinar, ao vivo…) – descobri o lugar perfeito para caminhar rumo ao experimentalismo e à desconstrução. Inspirado pelo mais precioso ensinamento do mestre Dalí: “Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingi-la”.

Subvertendo as lógicas e os limites impostos pelo aplicativo, comecei a desenvolver narrativas mais complexas; por exemplo, criando vários vídeos de 15 segundos (máximo tempo permitido para cada publicação) que, dispostos lado a lado, contam histórias com começo, meio e fim.
Tudo isso não mais apenas utilizando a própria ferramenta, mas editando fotos e vídeos com o auxílio de app’s (Snapseed, InstaSize, Pixlr…) e softwares (Adobe Photoshop, Premiere, AfterEffects,) específicos para a trabalhar imagens.
O que muda quando a tela deixa de ser horizontal e passa a ser vertical? Como estabelecer hierarquias gráficas para que texto + imagem + áudio façam sentido dentro dessa micronarrativa? Qual a importância de olhar para números e estatísticas específicas dos meus seguidores? Quer saber as respostas para essas perguntas?
Referências. Sou dessas companhias malas para sentar ao lado no cinema, que às vezes deixa a trama para segundo plano e fica analisando os cortes, ritmo, planos, sequências, trilhas… e depois não se dá conta de que, durante todos esses anos, o jovem Luke era filho do temível Darth Vader.
Indiscutivelmente, o InstaStories modificou não apenas a minha relação com a fotografia como vem contribuindo para o meu processo criativo. Reitero: o celular está para mim assim como o bloquinho de anotações e a caneta BIC estão para os ilustradores. Páginas em branco para desenvolver ideias, testar formatos, exercitar narrativas e, quem sabe, fazer aquilo ganhar vida e espaço em outros ambientes. E, para quem acha isso uma coisa menor, saiba que uma das séries da exposição “O Mundo de Tim Burton” – que passou por São Paulo no ano passado – era formada exclusivamente por desenhos feitos em guardanapos de papel.

Em 1854, o fotógrafo francês André Adolphe-Eugène Disdéri resolveu equipar sua câmera fotográfica com quatro lentes para conseguir obter oito retratos em apenas uma chapa de vidro. Patenteou sua invenção com o nome de carte de visite. O invento se tornou um modismo em escala mundial: de Napoleão III ao mais humildes, todos queriam a sua foto estampada nos cartões de visita. E o que isso tem a ver com as hiSTORIas do Instagram?

Sair da zona de conforto e pensar diferente. No mês em que comemoramos o Dia da Fotografia, é fundamental pensar no quanto a inovação fotográfica vem dessa incessante busca por compreender, praticar e repensar formatos. As regras estão aí para serem quebradas, então, divirta-se reinventando formas e conteúdos. Foi com essa filosofia que eu deixei uma mensagem subliminar para aqueles que se deram conta e juntaram as letras iniciais de cada parágrafo desse texto!

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Redação Hypeness
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