Inovação

A revolução dos carros guiados por robôs está mais próxima do que imaginamos

por: Vitor Paiva

A indústria automobilística, um dos símbolos da revolução industrial, responsável por transformações radicais na maneira do ser humano se locomover e viver – e também pelo terrível impacto ecológico que tal revolução nos trouxe – parece ainda ter algumas cartas na manga no que diz respeito a novidades tecnológicas e mudanças radicais para nossas vidas, e esse próximo passo parece ser mesmo os carros-robôs. O Hypeness já relatou algumas vezes novidades sobre o assunto, como o teste de táxis-robôs em Dubai e os primeiros experimentos do Uber também com carros sem motoristas. Mas quais são as consequências diretas e indiretas de tal revolução?

Segundo cientistas e especialistas em tecnologia, as consequências serão diversas, extremas e, em sua maioria, vantajosas com a chegada dos carros-robôs. Mas, primeiramente, o que é essa novidade? A resposta é simples e clara: são automóveis totalmente automatizados, que não precisarão de qualquer auxilio humano para se locomoverem. Ainda falta um tempo para tais carros estarem disponíveis no mercado com a facilidade que os atuais automóveis estão, mas empresas como a Tesla garantem que em menos de cinco anos os primeiros modelos estarão à venda.

As previsões mais extremas sugerem que carros automáticos permitirão viagens na velocidade do som através de tuneis especiais, com carregamento de baterias por wi-fi sem que se precise parar e oferecendo ao passageiro conforto e entretenimento em um serviço como o do Uber. Uma viagem de 1500 km parecerá então um mero e rápido passeio. Mas algumas mudanças imediatas e totalmente possíveis já são avistadas como uma realidade em vias de acontecer.

 

A quantidade de sensores que serão utilizados em tal carro pode reduzir drasticamente o número de acidentes (a maioria causada por falhas humanas) e, com isso, o número de mortes em estradas e vias. Promete-se, por tanto, que venha a ser um meio muito mais seguro de transporte. Com isso, cai radicalmente o custo de seguros, e esse é o início do segundo ponto: possivelmente tais carros serão muito mais baratos.

 

Modelo de Uber sem motorista em teste

Pois tais carros mais cedo ou mais tarde serão elétricos, cortando assim não só os elementos poluentes, como o alto custo com combustível (a ideia é também que a energia venha de tecnologia solar, assim o custo e a poluição caem praticamente a zero). Carros elétricos exigem também menos manutenção, e o impacto ecológico de forma geral pode ser extremamente positivo.

 

Os carros-robôs serão mais rápidos e, com menos acidentes e menos erros ou fatores humanos, o trânsito poderá diminuir drasticamente nas grandes cidades. A ideia oferecida por especialistas é que existam menos carros nas ruas, pois com tamanha eficiência, utilizar um serviço como o Uber (ou o que vier a ser no futuro) valerá muito mais a pena do que manter um carro próprio, a não ser para quem vive em áreas remotas ou que necessitem de transporte em emergência.

Uma das desvantagens mais graves é a sugestão de que muitos empregos ligados ao transporte, como de motorista, taxista e tantos outros, serão abalados. Tal problema se equivale ao que ocorre em fábricas, por exemplo, com automações de serviços antes realizados por pessoas. Há também a questão dos hackers e outros invasores, e tratam-se de problemas que merecem toda atenção por soluções maiores, para se combater, por exemplo, a pobreza como um todo – pois aparentemente o futuro está a caminho em velocidade extrema, e sem motorista.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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