Criatividade

Artistas imaginam como seria se os algoritmos controlassem também nossa vida fora da internet

por: Mari Dutra

Os algorítimos já fazem parte das nossas vidas virtuais. Eles estão por todos os lados: naquela busca no Google, na timeline do Facebook, enquanto você assiste um filme no Netflix e em cada cantinho da internet – se é que essa web tem cantos.

Para nos fazer pensar sobre o quanto somos influenciados por estes algorítimos, dois artistas espalharam placas em quatro pontos da Nova Zelândia, onde vivem. As sinalizações incluem a frase “Pessoas que curtiram isso também curtiram…“, junto com indicações de outros lugares que podem agradar ao mesmo tipo de público.

Os responsáveis pela ideia são os publicitários e artistas Scott Kelly e Ben Polkinghorne. Para quem visita um parquinho infantil, as sugestões oferecidas são um playground, um parque de diversões ou o McDonald’s, por exemplo. Em compensação, quem visita o vulcão Mount Taranaki, verá sugestões de seguir para o Mount Cook, o One Tree Hill, ou a formação rochosa Uluru.

Talvez você esteja preocupado que, à medida que você se move online e Alexa entra em sua casa, suas decisões são feitas essencialmente para você. Talvez você esteja preocupado pensando que vive em uma bolha. Talvez você nunca tenha pensado nisso“, diz o texto de apresentação do projeto, que ganhou o nome de Signs of Times (um trocadilho que tanto pode ser traduzido como “sinais dos tempos” quanto como “placas dos tempos“).

As instalações não pretendem indicar de fato uma localização para os turistas seguirem seu itinerário, mas sim fazer com que as pessoas reflitam sobre quem toma as decisões em suas próprias vidas. Será que somos nós mesmos quem decidimos onde ir e o que comprar ou os algorítimos também estão definindo isso por nós?

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Todas as fotos © Scott Kelly e Ben Polkinghorne.


Mari Dutra
Especialista em conteúdos digitais, Mariana vive na Espanha, de onde destila textos sobre turismo, sustentabilidade e outros mistérios da vida. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog e no Instagram do Quase Nômade.

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