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As fotos do ‘fotógrafo de guerra e surfista fake’ pertenciam a esse cara aqui

por: Redação Hypeness

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O britânico Max Hepworth-Povey, de 32 anos, estava em um momento de descanso quando recebeu uma mensagem estranha de um amigo: sua identidade tinha sido roubada e usada para mascarar um fake na internet. O falsário se passou por surfista e fotógrafo de guerra e enganou mais de 100 mil pessoas no Instagram, além de vários veículos de mídia, como contamos ontem (leia A incrível história do repórter de guerra e surfista sucesso no Instagram que nunca existiu).

Mariana Sanches e Natasha Ribeiro, jornalistas que escrevem para a BBC Brasil, continuam investigando o caso para tentar descobrir a verdadeira identidade de “Eduardo Martins”. Enquanto elas – ou a polícia – não descobrem quem estava por trás do perfil falso, a identidade do surfista/fotógrafo das imagens satisfaz um tanto de nossa curiosidade.

“Edu Martins”, o falsário…

De acordo com Max, a maioria das fotografias que “Eduardo” usou são bem antigas, algumas de mais de cinco anos atrás. As imagens envolvendo surf ou fotografia são verdadeiras, podendo ter alguns retoques, mas as inserções em cenários de guerra são completamente manipuladas por programas de edição de imagem.

O britânico não faz ideia de quem está por trás da falsa identidade, mas se lembra de um episódio que pode estar relacionado ao roubo de suas imagens. Três anos atrás, uma pessoa entrou em contato com ele através do Facebook para propor um trabalho relacionado ao surf. Depois de uma conversa estranha pelo Skype, em que o vídeo de seu interlocutor não funcionou direito, ele suspeitou da proposta e cortou as relações.

…e Max Hepworth, o original

Dias depois, um perfil falso com suas fotos apareceu no Facebook, e Max decidiu apagar a conta da rede social. A data da história bate com a criação do perfil de “Eduardo Martins”, em 2014, e algumas pessoas que conversaram com ele através do Skype disseram ter visto imagens e vídeos com problemas antes de o falsário alegar problemas de conexão para interromper o vídeo, conversando apenas por texto, o que pode indicar que o vídeo de Max foi gravado em 2014 para dar credibilidade a “Eduardo”.

A trama segue se desenrolando, e Max contou à BBC Brasil que não pretende processar ninguém, pois seria muito difícil encontrar o sujeito que criou toda a história – isso caso seja mesmo apenas uma pessoa. “O que esse cara fez é realmente impressionante. A dedicação é inacreditável. Adoraria ter tantos seguidores assim para promover as coisas nas quais eu acredito, entre elas: não faça mal a ninguém“, completou.

Clique para ler a matéria de Mariana Sanches e Natasha Ribeiro para a BBC Brasil.

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Fotos: Reprodução/Instagram


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Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.

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