Futuro

Como é trabalhar de budtender, o ‘farmacéutico’ da maconha legalizada nos EUA

por: Vitor Paiva

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Com a legalização da maconha se espalhando pelos EUA e pelo mundo como uma tendência irreversível para o futuro, um trabalho que há pouco tempo não existia – ou no mínimo residia no confuso e até perigoso campo da informalidade e ilegalidade – agora cada vez mais se torna fundamental para o consumo de maconha medicinal: o “budtender”, o bartender ou atendente de maconha.

É como o trabalho de um farmacêutico ou de um consultor, mas para o consumo da erva correta de acordo com os desejos ou necessidade de cada consumidor, muitas vezes relacionado a doenças ou sintomas específicos.

Trata-se de um serviço oferecido nas lojas, tratado com extrema seriedade nos estados e países onde a maconha foi legalizada. Um budtender pode influenciar diretamente no consumo da erva e em um tratamento.

 

 

Muitas pessoas chegam já devidamente informadas a respeito do que precisam e querem consumir, mas outras precisam de ajuda.

O trabalho que hoje é feito por quem teve de correr atrás, segundo uma budtender de Los Angeles, em breve terá de se tornar especializado (já existem empresas oferecendo cursos e certificados para o trabalho).

“Nós aprendemos na marra, mas a próxima geração terá de estudar, pois há uma carreira a se formar nisso”, afirma Michelle de la Cruz, lembrando que a maioria dos budtender não tem formação médica. “Nós vamos ocupar o espaço do álcool e do tábaco, e já começamos”, ela afirma. O trabalho, segundo consta, é realmente de compreender e oferecer o melhor diante da necessidade de cada paciente.

Como a maconha ainda não é legalizada em âmbito federal, os números a respeito de tal trabalho ainda não são completamente seguros nem contabilizados devidamente pelo governo, e pelo mesmo motivo não é exigido nenhum certificado para se exercer o trabalho.

Estima-se, porém, que dos cerca de 300 mil empregos que o mercado de maconha já oferece nos EUA, cerca de 30 mil sejam de budtenders – em mais um exemplo indireto do incrível número de oportunidades, melhorias e até empregos que a legalização da maconha pode trazer para um país.

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© fotos: divulgação


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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