Debate

Como um vaso decorativo gerou uma acalorada discussão sobre racismo

por: Redação Hypeness

Uma cliente foi até a página da loja de decoração Hobby Lobby, localizada no Texas, para fazer uma grave reclamação: para ela, um vaso decorativo, à venda na loja, remetia à escravidão por conta da planta que trazia dentro: um ramo de algodão cru. Segundo ela, por ser uma fibra colhida tradicionalmente por mãos escravas no passado recente norte-americano.

“Essa decoração é errada em tantos níveis”, diz a mensagem. “Não há nada decorativo sobre o algodão cru… uma mercadoria vendida ao custo de escravos afro-americanos. Um pouco de sensibilidade cai bem. Por favor, remova essa ‘decoração’”, conclui a mensagem. O post rapidamente ganhou visibilidade intensa – e igualmente intenso é o debate que se formou ao redor da reclamação.

 

Entre os quase 250 mil comentários, havia opiniões para todos os lados. Curiosamente, porém, a maioria não concordou com a reclamação original – incluindo uma grande parcela de afro-americanos, que viam beleza simplesmente no algodão-cru.

This decor is WRONG on SO many levels. There is nothing decorative about raw cotton… A commodity which was gained at…

Posted by Daniell Rider on Thursday, September 14, 2017

“Enquanto uma pessoa negra que teve ancestrais que eram escravos e colheram algodão, eu não me ofendo com o uso do algodão como decoração”, dizia um dos comentários. “É um produto útil e atraente, não é odioso nem insensível usa-lo de forma alguma. Existem muitos símbolos de ódio e preconceito, assim como pensamentos e comportamentos, mas esse não é um deles”.

Escravos afro-americanos colhendo algodão no sul dos EUA

E o debate segue, na postagem original – o que já é, por si, algo de valor. Qual sua opinião?

Publicidade

© fotos: reprodução/Facebook


Redação Hypeness
Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo.


X
Próxima notícia Hypeness:
Homem morto é coberto com plástico e padaria segue funcionando normalmente