Fotografia

Fotógrafo de 19 anos faz retrato sincero do que é bom e ruim em Los Angeles

Tuka Pereira - 27/09/2017

O fotógrafo britânico Julian Caldwell, 19 anos, economizou dinheiro suficiente para passar uma semana em Los Angeles. Antes de chegar, ele tinha uma ideia bastante fixa do que esperar da cidade dos seus sonhos: Cadillacs, palmeiras e pores do sol perfeitos. No entanto ele foi hipnotizado por personagens e contradições que afastaram todos esses estereótipos.

Você rapidamente percebe (que a cidade é diferente do que se espera que seja), no entanto, os moradores têm que lidar com esse fluxo constante de visitantes que procuram os estereótipos da cidade enquanto descrevem tudo o que não se enquadra na sua versão pré-concebida“, declarou à Huck Magazine.

Nos pontos turísticos da cidade ele fotografou coisas impossíveis de não serem vistas: os ônibus de turismo levando as pessoas para passear pelas casas luxuosas das celebridades, as latas de lixo cheias de copos descartados, os carros esportivos estacionados em frente às boutiques caras.

Mas foi quando Julian se afastou da trilha turística que ele encontrou um lugar implacável, desconfiado das câmeras. Foi lá que alguém o puxou de lado e lhe disse-lhe para ter cuidado com o que fotografava, que um dia essas imagens podiam voltar para assombrá-lo.

Temia que fosse assim que as pessoas de lá me vissem: um infiltrado rico e branco cujo único propósito era humilhar ou expor a comunidade“, disse.

Quando Julian passou mais tempo nos bairros ao sul da cidade, ele pensou em seus retratos como um gesto de reconhecimento: uma maneira de reconhecer a dignidade silenciosa daqueles que lutam para sobreviver.

As interações com esses personagens me lembraram que fotografar uma comunidade oprimida não implicam humilhação e podem, de fato, fazer muito para revelar um espírito e um calor que muitas vezes são ignorados“.

Confira a Los Angeles nua e crua nas lentes de Caldwell:

PS: Que luz linda bate na Califórnia, né?

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Imagens: Julian Caldwell


Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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