Debate

Björk relembra sua experiência de assédio com Lars Von Trier no cinema

por: Redação Hypeness

O grito pelo fim do assédio contra mulheres, por igualdade e respeito no ambiente de trabalho tomou Hollywood e o universo do cinema internacional de assalto – e pela quantidade de denuncias contra diretores, produtores e até atores, já era hora.

Quem se pronunciou agora sobre sua experiência em um set de filmagem foi a cantora islandesa Björk, que estrelou em 2000 o filme Dançando no Escuro, dirigido pelo dinamarquês Lars Von Trier.

Cenas do filme ‘Dançando no Escuro’ 

Em seu post, a cantora não cita nomes, mas menciona diretamente “um diretor dinamarquês”, deixando claro se tratar de Von Trier. “Estou inspirada pelas mulheres de todos os lugares do mundo que estão se manifestando online para contar sobre minha experiência”, escreveu Björk. A cantora então descreve um contexto em que o assédio, inclusive físico é “uma coisa universal”, e que “a instituição do cinema permite isso”.

 

Björk termina seu texto comentando sobre como sua resistência às investidas e à trama criada pelo diretor – em que ela teria sido colocada como uma pessoa “difícil” – acabaram melhorando a relação de Von Trier com as atrizes que viria a trabalhar posteriormente. “Então há esperança”, ela diz, para em seguida comemorar a “onda de mudanças” no mundo.

Von Trier e Björk

Veja o post integral da cantora abaixo.

i am inspired by the women everywhere who are speaking up online to tell about my experience with a danish director ….

Posted by Björk on Sunday, October 15, 2017

Estou inspirada pelas mulheres de todos os lugares do mundo que estão se manifestando online para contar sobre minha experiência com um diretor dinamarquês. Eu venho de um dos países mais igualitários entre os sexos no mundo e, do momento em que venho de uma posição de força no mundo da música, com uma independência duramente conquistada, foi extremamente claro para mim quando entrei na profissão de atriz que meu papel e humilhação como um ser menor e sexualmente assediado era a norma, e que se colocava uma pedra em cima disso, com um diretor e uma equipe de dezenas de pessoas que o capacitaram e encorajaram. Eu percebi que é uma coisa universal que um diretor possa tocar e assediar suas atrizes à vontade, e a instituição do cinema o permite fazer isso. Quando desviei do diretor repetidamente, ele se irritou e me castigou, criando para sua equipe uma impressionante rede de ilusão na qual eu fui colocada como a difícil. Por causa da minha força, da minha grande equipe e por não ter nada a perder e nem ter ambições no mundo da atuação, me afastei e me recuperei em alguns anos. Mas fico preocupada com o fato de que outras atrizes trabalhando com o mesmo homem não fizeram isso também. O diretor estava totalmente ciente desse jogo e estou certa de que o filme que ele fez depois foi baseado em suas experiências comigo, porque eu fui a primeira que se deparou com ele e não o deixou fugir. Em minha opinião, ele até teve um relacionamento mais justo e significativo com suas atrizes depois do meu confronto, então há esperança!
Espero que esta declaração apoie as atrizes e atores de todo o mundo.
Vamos parar isso!
Há uma onda de mudanças no mundo!
Bondade!
Björk

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© fotos: reprodução


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