Debate

Creme de Nivea para ‘clarear pele’ causa polêmica em países africanos

Tuka Pereira - 20/10/2017 às 14:18 | Atualizada em 20/10/2017 às 15:13


Uma campanha da Nivea apresentando uma mulher negra usando o produto da empresa com o slogan “visivelmente iluminada” vem causando muita polêmica.

Veiculada na Nigéria, Gana, Camarões e Senegal, a propaganda do hidrante “Natural Fairness” (clareza natural) vem motivando internautas a acusar a marca de “racista” e “colorista” e a exigir que seja retirada.

Em Gana, os usuários do Twitter pediram um boicote a todos os produtos Nivea e uma remoção da campanha com o hashtag #pullitdownnow (‘Retire do ar agora’, em tradução livre).

No Facebook, a Nivea emitiu uma declaração se defendendo: “A campanha não é, de forma alguma, para degradar ou glorificar as necessidades ou preferências de qualquer pessoa em cuidados com a pele“. Os “ingredientes naturais e os filtros UV” da linha Natural Fairness foram direcionados para “reduzir a produção induzida pelo sol de melanina”.

Apesar de lembrar aos consumidores que suas gamas de produtos abrangem a diversidade, a publicação do Facebook não reconheceu o racismo contido do anúncio.

A modelo Munroe Bergdorf, que foi demitida de uma campanha da L’Oreal depois de criticar o racismo nos EUA, usou seu Instagram para falar sobre o assunto: “não é ok perpetuar a noção de que pele mais clara é mais bonita”


This is not okay. #Nivea – Perpetuating the notion that fairer skin is more beautiful, more youthful is so damaging and plays into the racist narrative so prevalent in the beauty industry, that whiteness or light skin is the standard that we should all strive for. Advertisers have the power to change this narrative, but campaign after campaign we see it being used worldwide. Making money out of making people hate themselves is never acceptable. Whitening and lightening creams are not only physically damaging, but also ethically wrong. Empowerment is not too much to ask for. ALL black skin is beautiful, no exceptions, so celebrate us as we are instead of asking us to adhere to unattainable and racist ideals.

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Imagens: Reprodução


Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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