Debate

Hugh Hefner usou as fotos de Marilyn Monroe, 1ª coelhinha da Playboy, sem consentimento

Redação Hypeness - 02/10/2017 | Atualizada em - 03/10/2017

Um dos personagens mais controversos e impactantes da cultura americana na segunda metade do século 20, Hugh Hefner, fundador da Playboy, faleceu no último dia 27 aos 91 anos, e foi enterrado ao lado de Marilyn Monroe.

Tal desejo não se deu por mera admiração ou fetiche: Marilyn estampou a capa da edição de número um da revista, em dezembro de 1953 e, sendo a primeira coelhinha da Playboy, pode ser considerada a pedra fundamental do império de Hefner.

Trazer Marilyn na capa e no primeiro ensaio nu da revista garantiu à Playboy um estrondoso sucesso desde seu início, vendendo mais de 50 mil cópias quase que instantaneamente.

Hefner sempre fez questão de confirmar que o começo de seu sucesso se deveu à estrela de Marilyn – mas tal gratidão não veio sem polêmica: a atriz jamais assinou uma autorização para a publicação de suas fotos.

 

Capa da primeira edição de Playboy

 

Hefner com a primeira edição de sua revista nas mãos

Verdade seja dita, Hefner de fato comprou os direitos das imagens que estamparam seu número inaugural. As fotos de Marilyn nua foram tiradas quatro anos antes, em 1949, para um calendário, quando a atriz ainda estava em início de carreira, e precisava desesperadamente dos 50 dólares que lhe foram pagos pelo fotógrafo Tom Kelley.

O fundador da Playboy então comprou os direitos de uso das imagens diretamente da empresa responsável pelo calendário por 500 dólares.

 

Fotos que Tom Kelley realizou com Marilyn em 1949, que se tornaria o primeiro ensaio de Playboy

De acordo com a lei americana,  Hefner não fez nada fora dos conformes, tornando-se devidamente o dono das imagens que publicou no primeiro número de sua revista.

Seja como metáfora dos excessos dessa própria cultura, como símbolo da exploração sofrida por um ícone como Marilyn, ou simplesmente como paradoxo ético das regras do capitalismo e da própria legislação, o fato é que Marilyn jamais autorizou a publicação que construiria um dos grandes impérios americanos do século passado.

Hugh Hefner nunca encontrou-se com Marilyn pessoalmente, e comprou a cripta ao lado da sua por 75 mil dólares.

A revista Playboy é, sem dúvida, um marco da liberdade de expressão, de escolha, da liberdade sexual e da própria cultura americana recente – que, com seu êxito global, tornou-se, afinal, um marco da cultura mundial. Seu legado, porém, é controverso, e tais significados, no entanto, abrem também o olhar para possíveis excessos, éticas questionáveis e a exploração que um império como o de Hugh Hefner exige para que possa se firmar em pé.

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© fotos: Tom Kelley/Acervo/Divulgação


Redação Hypeness
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