Inspiração

Movimento une 24 mil mulheres palestinas e israelenses para pedir paz em Gaza

por: Joao Rabay

Em julho de 2014, o conflito entre israelenses e palestinos teve uma escalada de violência após as Forças Armadas de Israel investirem contra a Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. O ataque começou após três adolescentes israelenses terem sido sequestrados e mortos, e terminou com 73 baixas de israelenses e 2.200 de palestinos.

Nessa época, grupos de mulheres tanto de Israel como da Palestina concordaram que esse ciclo de violência não teria fim se a vontade dos líderes de cada lado continuasse sendo seguida. Nasceu assim o movimento Women Wage Peace, que pode ser traduzido como “Mulheres Ativas Pela Paz”.

“Entre nossos milhares de membros estão mulheres de direita, centro e esquerda, judias e árabes, religiosas e laicas, todas unidas para demandar um entendimento político para encerrar o conflito Israelense-Palestino”, diz a descrição do site do movimento, que conta com mais de 24 mil associadas.

Desde a criação do grupo, as Mulheres Ativas Pela Paz têm realizado reuniões mensais para discutir temas relativos ao conflito, buscando uma solução pacífica. Anualmente, elas promovem grandes marchas em cidades judias e árabes de Israel, além de aglomerações da Cisjordânia.

A edição de 2017 da chamada Jornada da Paz começou no dia 24/09 e terminou no dia 10/10, com mulheres saindo de Sderot, no sul de Israel, perto da Faixa de Gaza, e indo até Jerusalém, onde se reuniram 5 mil integrantes do grupo e simpatizantes, incluindo maridos e filhos das Mulheres Ativas Pela Paz.

No destino final estavam duas grandes tendas, chamadas de Kfar HaShalom (Aldeia da Paz, em hebraico), onde aconteceram vários debates, exibição de filmes, apresentações musicais e atividades como a yoga.

Para dar mais um passo na busca de uma solução pacífica para o conflito, as integrantes do movimento decidiram criar um parlamento alternativo, composto por 120 mulheres, para representar as mães e filhas do conflito, que já tirou tantas vidas nas últimas décadas.

O objetivo final é assinar um acordo de paz e leva-lo ao Knesset, o parlamento oficial de Israel, para que ele seja tratado como proposta de trabalho.

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Fotos via Women Wage Peace


Joao Rabay
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