Debate

Noivo expõe traição da noiva em telão no dia do casamento e gera debate nas redes

por: Vitor Paiva

Seja por inspiração cristã, em vingança contra a eterna traição de Judas, seja pelo mero medo de um dia ser traído e sofrer, poucos temas são tão polêmicos e de tal forma vistos como tabu quanto a infidelidade.

Comprovar uma traição é uma espécie agridoce de confirmação, ao mesmo tempo vitória e derrota, e nossa obsessão com o tema é tamanha que ele se tornou um gênero no Youtube – são centenas de vídeos com homens e mulheres sendo apanhados no flagra, na hora da traição.

Um dos casos mais recentes aconteceu em Cingapura, quando o noivo traído resolveu expor a relação extraconjugal da mulher durante o casamento deles, que, na realidade, não se efetivou. Ele descobriu a infidelidade após contratar um serviço particular de investigação, como conta matéria do Distractify.

De maneira geral, os registros são feitos e postados como uma vingança pela traição, e a maioria das pessoas, em comentários, parece dar razão ao traído ou traída e justificar assim o gesto de expor a situação.

Muitos, porém, consideram os vídeos e as postagens um absurdo, um extremo fetiche da necessidade de expor nossa vida pessoal – e, em contrapartida, de participar da vida pessoa alheia – quando a traição é, no mínimo, algo de interesse do casal, além de um tabu conservador e exagerado.

Alguns chegam a mostrar agressões, depredações e violência.

 

O fato é que cada vez mais compilações de vídeos ou flagras isolados aparecerem diariamente na internet, expondo desconhecidos à infâmia – e, ao mesmo tempo, alimentando o regozijo de quem foi traído.

São, na maioria, vídeos em inglês, mas entre os diversos registros volta e meia um caso no Brasil aparece.

Não há um só veredito possível, e a cada nova postagem o debate se alimenta. E você? O que acha? Tratam-se de vinganças justas ou absurdos? Justiça ou incitação à violência e à vingança?

O que você faria – ou fez?

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© fotos: reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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