Debate

Atriz faz texto empoderado em resposta às críticas por ser mãe solo

por: Redação Hypeness

Ser mãe solo deve ser, muito provavelmente, uma das coisas mais difíceis na nossa sociedade, onde o patriarquismo ainda impera. Além de ter que passar por todos os desafios da maternidade, a mulher é obrigada a engolir muito sapo e julgamento por aí.

E isso acontece com pessoas anônimas e famosas também. É o caso da atriz Yanna Lavigne, de 27 anos, mãe solo de Madalena, de 6 meses. Separada do ator Bruno Gissoni desde a gravidez, a jovem sofre ataques constantes por conta da sua situação.

Por conta disso, na última semana Yanna resolveu fazer um desabafo em uma rede social, onde fala sobre como as mulheres devem se unir mais, se amar e apoiar umas as outras. “Amo quando mulheres alimentam outras mulheres a amarem a si mesmas. É assim que funciona: quando uma mulher resolve curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão”, diz uma parte do texto.

A atriz, que mantém uma relação saudável com o pai de Madá, conta ainda que ouviu inúmeras ofensas durante a gravidez, como “Acha que barriga segura homem” ou “Essa só queria pensão”. É inacreditável que em 2017 ainda tenhamos que vivenciar este tipo de situação, não é mesmo? Confira na íntegra o relato corajoso da atriz:

Já passei por muita coisa nessa vida, tipo barra pesada. Me acho forte. Quer dizer, médio forte. Por exemplo: não sei onde estará minha fortaleza quando Madá num rompante de raiva disser “mãe, te odeio” ou sou forte o suficiente pra ter certeza que, criada por mim, ela nunca o fará. Nós mulheres somos assim, temos o mundo nas mãos, mas desconhecemos esse poder. Ou pior, fraquejamos sem se quer acreditar nele, gongamos outras, julgamos algumas, incrédulas manipulamos sentimentos, forçamos sensações, negamos nossa intuição nata, anulamos umas às outras… Nego quando sei que você é meu espelho, mas me finjo de cega pra pegar seu namorado sem culpa… Nego quando acredito nas pessoas, mas quando vejo você gestando logo solto: “Acha que barriga segura homem” “Não tomou pílula porque não quis” “Essa só queria pensão” “Ela perdoou, como é idiota…” Nego quando opino na relação da outra, sendo que essa relação não diz respeito a mim. A gente nega nosso poder o tempo todo diminuindo o poder das próximas… Se acha poderosa deixando outra pra trás… Respeite! As diferenças, o que está fora do seu alcance de entendimento, apenas, respeite! Respeite-se, respeite-me, respeite-a! Na dúvida não faça com as outras o que não gostaria que fizessem com você. Se eu pudesse me inspirar em alguém, seria em mim… então pera aí… Eu sou forte pra caceta! Amo quando mulheres alimentam outras mulheres a amarem a si mesmas. É assim que funciona: quando uma Mulher resolve curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão. Ela não se torna saudável apenas para si, mas também a todas a sua volta. Que tenha início, meio e final feliz! Caminhemos lado a lado!

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