Debate

Carreira da prima de Gigi Hadid como modelo ‘plus size’ levanta debate importante

por: Redação Hypeness

Você pode até não ser ligado ao mundo da moda, mas já deve ter ouvido falar por aí nas irmãs Hadid. Bella e Gigi são figurinhas carimbadas nas passarelas, capas de revista, campanhas e semanas de moda de todo o mundo.

Filhas da ex-modelo Yolanda Hadid e do empresário Mohamed Hadid, as jovens conquistaram as grandes labels e renomados estilistas, se tornando as queridinhas do momento, ao lado de Kendall Jenner e Hailey Baldwin.

Recentemente, mais um membro da família Hadid acaba de surgir no mundo fashion. É Joann van den Herik, de apenas 18 anos, filha do irmão de Yolanda, que vive na Holanda e acaba de assinar contrato com a UK International Models, mesma agência da brasileira Fluvia Lacerda. Por vestir um tamanho 12, o equivalente ao 46 do Brasil, a jovem é considerada uma modelo “plus size”.

Através de uma conta no Instagram, que conta com modestos 31 mil seguidores (as primas famosas somam mais de 50 milhões), Joann não se cansa de divulgar mensagens sobre positividade corporal e de falar sobre sua luta diária para aceitar seu corpo do jeito que ele é, em um mundo onde vestir mais que 40 é quase que um crime.

E é essa a grande questão que gostaríamos de levantar por aqui: o fato de um tamanho 46 já ser considerado “plus size”. Na verdade, acreditamos que modelos não deveriam ser denominados pelo tamanho que vestem, mas sim que todas deveriam se encaixar na “mesma categoria”. É modelo, e só isso.

Mas a partir do momento que grandes marcas e agências passam a considerar gorda uma garota com um corpo comum, começamos a entrar em um ambiente muito perigoso. E não é problema nenhum ser gorda, veja bem. Problema é você querer impor pra sociedade cada vez mais padrões irreais de magreza, incentivando muitas meninas e desenvolverem distúrbios de saúde e inúmeras mulheres a terem sérios problemas com a autoestima, por exemplo.

 

Claro que é válido marcas contratando cada vez mais modelos dos mais variados corpos para estrelar suas campanhas. Abrir um Calendário Pirelli e dar de cara com Candice Huffine, por exemplo, é sensacional. São ações que ajudam a promover a positividade corporal e a aumentar a autoestima das mulheres em geral, uma vez que elas passam a se ver representadas também.

Mas que tal se pararmos de chamá-las de “plus size”? Que tal esquecermos dos rótulos, e passarmos a enxergá-las apenas como modelos? Afinal, modelo é modelo, e ponto final.

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Imagens © Reprodução Instagram


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