Inspiração

Ela fez história ao se tornar a primeira mulher com síndrome de Down a concorrer ao prêmio de miss

por: João Vieira

A jovem Mikayla Holmgren realizou o sonho de ser a primeira pessoa com síndrome de Down a competir em um concurso oficial de miss e, de quebra, ainda levou dois prêmios.

Mikayla participou do Miss Minnesota USA neste domingo (26) e foi entrevistada pelo site BuzzFeed News, onde falou sobre a emoção que sentiu durante o evento.

“Eu fiquei chocada”, disse ela. “Eu fui de um concurso direcionado para pessoas com necessidades especiais para o mais importante do mundo. É meio louco”, contou.

Mikayla Holmgren foi homenageada na cerimônia

Holmgren ganhou os prêmios Spirit of Miss USA Award e o Director’s Award, adicionando feitos ainda mais relevantes para sua conquista.

“É [resultado de] muito trabalho. Minha mãe e eu sempre estamos comprando roupas, simulando entrevistas, praticando, se exercitando, e tem a maquiagem, o cabelo…”, ela explicou.

Hoje com 22 anos, a jovem dança desde os 6, adora se apresentar em público e sente prazer em estar em cima de um palco. “Dançar é ótimo para mim, é como eu me expresso. É meu talento e quero mostrar para as pessoas o que posso fazer e como posso colaborar“, destacou.

Mikayla adora dançar.

De acordo com o BuzzFeed, Mikayla atualmente estuda no programa de inclusão da Bethel University e pretende se formar em 2018. Ela vive no próprio campus.

Ela ganhou o Minnesota Miss Amazing em 2015, concurso destinado a pessoas com necessidades especiais. Só que o desafio não foi o bastante e, ao receber um e-mail sobre o Miss Minnesota, convenceu a mãe a ajudá-la a tentar participar do concurso.

Ela ganhou um concurso de miss em 2015.

“Eu escrevi para eles dizendo que ela tinha síndrome de Down e pensei que eles fossem rejeitá-la, mas decidiram que ela deveria fazer parte daquilo”, disse Sandi Holmgren, mãe de Mikayla. “Eu não tinha percebido que o concurso fazia parte da organização do Miss USA e do Miss Universo e demorou algumas semanas para eu realizar o quão grande aquilo era“, lembrou.

Ela se tornou inspiração para portares da síndrome.

A presença de Mikayla Holmgren no concurso incentivou que mães de meninas que enfrentam a mesma síndrome as levassem para assistir o concurso em vista de buscar uma inspiração para que elas se sintam parte da sociedade. “Fiquei impressionada e cheia de esperanças e alegria por ela e por nosso futuro”, disse Lana Beaton, que é mãe de Clara, de apenas 2 anos, ao site Pioneer Press.

 

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(Miss Minnesota/Facebook/Reprodução)


João Vieira
Com seis anos de jornalismo, João Vieira acredita na profissão como uma ótima oportunidade de contar histórias. Entrou nessa brincadeira para dar visibilidade ao povo negro e qualquer outro que represente a democracia nos espaços de poder. Mas é importante ressaltar que tem paixão semelhante pela fofoca e entretenimento do mais baixo clero popular.

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