Diversidade

Hospitais públicos da China ainda fazem tratamento de choque com pessoas LGBT, diz ONG

por: João Vieira

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O governo da China segue praticando o que se chama de terapia da conversão, prática abusiva que visa tornar pessoas homossexuais em heterossexuais à força. A divulgação foi feita por um relatório pela Human Rights Watch e as informações são do BuzzFeed News.

17 pessoas entrevistas pela organização internacional não-governamental disseram que foram submetidas a tratamento de choque após serem internadas contra sua vontade e forçadas a ingerir medicamentos. A maioria enfrentou as sessões através de hospitais da Comissão de Saúde Pública e Planejamento Familiar da China, o principal órgão de saúde do país.

(Foto: Pixabay)

A descoberta é um forte golpe contra os avanços conquistados pela comunidade LGBT em solo chinês. Recentemente, um homem gay venceu um processo contra um hospital psiquiátrico que o internou à força e o sujeitou à terapia de conversão.

O hospital teve que pedir desculpas públicas e o rapaz recebeu 5.000 RMB (2460 reais) de indenização em um caso que ganhou repercussão internacional.

Comunidade LGBT ainda sofre muito na China. (Foto: Pixabay)

Já em 2014, Yanzi Peng, ativista dos direitos homossexuais, processou uma clínica de terapia de conversão que o submeteu ao tratamento de choque elétrico. Na decisão, o tribunal afirmou que a homossexualidade não deveria ser considerada uma doença mental.

Em conversa com o BuzzFeed, Peng afirmou que não ficou comprovado se a clínica realmente parou de funcionar. As autoridades da China não conseguem monitorar as instalações e garantir que a terapia de conversão não esteja sendo praticada, segundo a Humans Right Watch.

Dos ex-pacientes entrevistados, cinco disseram terem sido obrigados a verem imagens ou descrições de atos homossexuais e, em seguida, recebiam os choques para que associassem a dor sentida com ser gay.

A China descriminalizou a homossexualidade em 2001 e as terapias de conversão passaram a ser ilegais no país. Apesar disso, a homofobia não é criminalizada.

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João Vieira
Com seis anos de jornalismo, João Vieira acredita na profissão como uma ótima oportunidade de contar histórias. Entrou nessa brincadeira para dar visibilidade ao povo negro e qualquer outro que represente a democracia nos espaços de poder. Mas é importante ressaltar que tem paixão semelhante pela fofoca e entretenimento do mais baixo clero popular.

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