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Após ser assediada em voo, irmã de Zuckerberg expõe descaso de companhia aérea

por: Mari Dutra

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Viajar de avião costuma ser uma experiência desagradável em si – e quem já sentou no assento do meio sabe bem o que estamos falando. Você fica preso a um local por horas e não tem jeito de sair dali porque, afinal, o avião está a milhares de quilômetros do chão.

Agora imagine o que acontece quando você voa ao lado de um assediador. Foi o que aconteceu com Randi Zuckerberg.

Randi é escritora, palestrante, apresentadora de rádio e criadora do Facebook Live. E, caso você tenha reconhecido o sobrenome, ela também é irmã de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

Durante um voo entre Los Angeles (EUA) e Mazatlan (México) com a Alaska Airlines, Randi relata que sentou ao lado de um passageiro assediador. Antes mesmo de que o avião decolasse, o homem teria começado a fazer comentários obscenos.

Ele começou a me falar sobre se tocar, ficou me perguntando se eu fantasiava com a colega com quem estava viajando, avaliou e comentou os corpos das mulheres que embarcavam no avião à medida que elas passavam por nós e muitos outros comentários igualmente ofensivos e horrendos“, descreveu ela em uma carta enviada à companhia aérea e publicada em seu Twitter na quinta-feira, 30.

Randi chamou os comissários de bordo para resolver a situação, mas foi informada de que o passageiro era um cliente frequente da companhia e que ele “não tinha filtros”. Ela relata ainda que os atendentes ofereceram para que ela trocasse de lugar, mudando para o assento do meio na última fila – em um voo de três horas de duração. “Eu quase fiz isso, mas depois percebi… porque eu tenho que mudar? Sou eu quem estou sendo assediada!“, descreveu.

Através do Twitter, uma usuária lembrou que a oferta da companhia para que ela trocasse para um assento pior soa mais como uma ameaça do que uma resolução. “Eles poderiam pedir a um homem na primeira classe ou executiva para trocar de lugar. Ou mesmo em um assento na janela. NINGUÉM ficaria triste em fazer essa troca. Ou troquem o cara. Eles queriam deixar claro que era você quem estava sendo punida“, escreveu Sarah Kunst.

Após as denúncias e a repercussão da história, publicada nas redes de Randi, a Alaska Airlines decidiu intervir. Duas horas depois da publicação na rede, Randi tuítou uma atualização sobre o caso. “Acabo de desligar o telefone com dois executivos da Alaska Airlines que me informaram que eles estão conduzindo uma investigação e suspenderam temporariamente os privilégios do passageiro. Obrigada por levar isso a sério“, escreveu ela.

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Fotos: Reprodução


Mari Dutra
Comunicadora e especialista em conteúdos digitais, Mariana escreve sobre turismo, sustentabilidade e o que mais der na telha. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog Quase Nômade.

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