Debate

Pai escreve carta ácida e bem humorada ao diretor criticando sexismo na escola

por: Mari Dutra

Assim como acontece na maioria das escolas brasileiras, as instituições de ensino australianas não parecem ter evoluído em termos de igualdade de gênero. Ao ver sua filha de 12 anos ser inscrita em uma atividade de “cabeleireiro e maquiagem” contra sua vontade, Stephen Callaghan decidiu escrever uma carta bem-humorada que retrata o sexismo da escola.

Caro(a) diretor(a),
Eu preciso chamar sua atenção para um incidente sério que ocorreu ontem na sua escola, onde minha filha Ruby é uma estudante do 6º ano. 
Quando Ruby foi para escola ontem era 2017, mas quando ela voltou para casa à tarde ela vinha de 1968. 
Eu sei disso porque Ruby me contou que as “garotas” do 6º ano iriam para a biblioteca da escola para fazer o cabelo e maquiagem na segunda à tarde, enquanto os meninos iriam para o Bunnings [uma loja de ferramentas local].
Você pode procurar no edifício da escola por uma fenda no continuum espaço-tempo? Talvez haja um capacitor de fluxo defeituoso escondido no banheiro das meninas? 
Espero que isso seja corrigido e que minha filha e outras garotas da escola sejam devolvidas a este milênio, onde as atividades escolares não são divididas fortemente pelo gênero. 

Antes de publicar a carta no Twitter, o pai fez questão de contextualizar a questão, explicando que sua filha gostaria de ser engenheira e não tinha interesse na atividade oferecida para as meninas. Apesar de tudo, Ruby decidiu ficar na biblioteca da escola junto com as outras meninas – mas outra garota se uniu aos meninos, mostrando que a carta não foi escrita em vão.

“Ruby e eu gostaríamos de agradecer pelos ótimos comentários e pelo apoio. Aos 12 anos, minha filha está começando a notar que há muitas pessoas preparadas para dizer o que ela pode ou não pode fazer baseando-se somente no fato de que ela é mulher. Ela gostaria que isso mudasse. Eu também.”, escreveu o pai em uma mensagem de agradecimento.

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Fotos: Reprodução Twitter


Mari Dutra
Especialista em conteúdos digitais, Mariana vive na Espanha, de onde destila textos sobre turismo, sustentabilidade e outros mistérios da vida. Além de contribuir para o Hypeness desde 2014, também compartilha roteiros e reflexões mundo afora no blog e no Instagram do Quase Nômade.

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