Debate

Legalização da maconha ‘limpa a ficha’ de ao menos 1 milhão de pessoas na Califórnia

22 • 01 • 2018 às 08:52
Atualizada em 22 • 01 • 2018 às 08:58
Vitor Paiva
Vitor Paiva   Redator Vitor Paiva é jornalista, escritor, pesquisador e músico. Nascido no Rio de Janeiro, é Doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Trabalhou em diversas publicações desde o início dos anos 2000, escrevendo especialmente sobre música, literatura, contracultura e história da arte.

Não parece ter fim próximo o número incrível de benesses, em diversas frentes diferentes, que a legalização da maconha tanto para uso medicinal quanto recreativo vem trazendo para a Califórnia, nos EUA.

O mais novo impacto percebido será sobre a população carcerária do estado: depois que a legalização do uso recreativo entrou em vigor, no dia 01 de janeiro deste ano, mais de um milhão de presos terão suas penas reduzidas ou mesmo anuladas.

Estima-se que nos últimos 10 anos cerca de 500 mil pessoas tenham sido presas por incidentes ligados à maconha – adicionados ao total de 1 milhão de presos ligados à planta. A extinção das penas pressupõe que os detentos poderão voltar a votar, trabalhar, pedir empréstimos e retomar suas vidas em igualdade de direitos. A legalização permitirá que pessoas que já cumpriram suas penas por crimes ligados à maconha também peçam pela “limpeza” de suas fichas pregressas.

O exemplo do impacto sobre a população carcerária que a legalização total da maconha pode trazer pode ser reparado através do exemplo brasileiro: por aqui, cerca de um em cada três prisioneiros encontra-se detido por crimes ligados às drogas.

O número de presos no Brasil já chegou a cerca de 700 mil pessoas, sendo a terceira maior população carcerária do mundo – atrás somente dos EUA e da China.

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