Inspiração

Menino de ouro: Vida de boxeador bissexual que venceu oponente homofóbico vai virar filme

por: Redação Hypeness

O sentido metafórico que a luta oferece, assim como o fato de ter sido meio para a amplificação de grandes causas e caminho para a ascensão social de lutadores de origem muito pobre fizeram do boxe um esporte especialmente mitológico ao longo do século 20 – pelo qual vidas verdadeiramente interessantes e momentos impressionantemente fortes e simbólicos, ainda que muitas vezes duros e até trágicos, aconteceram.

Uma das mais impressionantes e menos conhecidas lendas do boxe é a história do campeão mundial norte-americano Emile Griffith, que um dia derrotou à morte um oponente homofóbico.

Nascido nas Ilhas Virgens, a singularidade da história de Emile se dá não só pelo seu sucesso no boxe, como por, em plena de década de 1960, ele abertamente afirmar sua própria bissexualidade. Elemento raro no mundo do boxe, a franqueza do campeão mundial sobre sua própria sexualidade levou, é claro, seus oponentes a o provocarem intensamente.

Em 1962, o desafiante Benny Paret não só subiu ao ringue a fim de roubar o título de Emile, como pronto para lutar também usando a homofobia como arma.

No meio da luta, Paret tocou a bunda de Emile enquanto fazia comentários homofóbicos. O campeão não se deixou abalar, e venceu a luta por nocaute. Benny Paret, que ainda se recuperava dos ferimentos provenientes das 3 lutas anteriores que o levaram a desafiar o campeão, saiu do ringue diretamente para o hospital, sem jamais recuperar a consciência, e vindo a falecer 10 dias depois.

Não haveria como uma história como essa não ganhar as telas de cinema, e um novo filme, dirigido por Lenny Abrahamson, irá contar a incrível vida de Emile Griffith – que faleceu em 2013, aos 75 anos.


Emile pouco antes de falecer

“É uma história tão rica que é difícil saber por onde começar”, disse o diretor. “Havia uma inocência e um cavalheirismo sobre Griffith, e ele jamais pareceu em conflito sobre sua sexualidade; em verdade ele parecia feliz com isso. Ele habitou dois mundos: a cena gay underground e Nova Iorque nos anos 1960, e o mundo macho do boxe. O estigma social à época era terrível, e criou uma imensa pressão sobre ele”, afirmou.


Emile campeão mundial em 1966

Os incríveis e trágicos segundos finais da luta entre Griffith e Paret podem ser vistos no vídeo abaixo. Griffith é até hoje considerado um dos grandes lutadores de todos os tempos. O filme sobre sua vida será lançado em 2019.

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© fotos: reprodução/AP


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