Arte

Pollock, Rothko, Kline… Afinal, o que não conseguimos ver em um quadro de arte abstrata?

Redação Hypeness - 19/01/2018

Encarar de frente grandes debates dentro do mundo da arte não é tarefa simples – não só pela densidade costumeira dos temas, como pelo fato de muitas das grandes questões simplesmente não terem respostas de fato. O editor associado do site Artsy, Isaac Kaplan, decidiu enfrentar, em um artigo, uma dessas grandes questões: o que faz de um quadro expressionista abstrato um bom quadro?

Ele mesmo admite, no início do artigo, que uma de suas tarefas é responder realmente a perguntas que normalmente são melhor respondidas com um simples: “Porque sim”. Em seguida, ele estabelece: um “bom” trabalho ligado ao expressionismo abstrato é determinado pelo público, pelos críticos, pelos especialistas, assim como os perfis sociais do contexto em que ele se encontra.


Quadro de Mark Rothko


Quadro de Jackson Pollock

Dito isso, desde o imenso reconhecimento histórico que esse estilo possui – em oposição aos gritos céticos que costumam receber de que até uma criança poderia fazer tais quadros – o fato é que cada um dos principais nomes do gênero – como Jackson Pollock, Mark Rothko e Franz Kline – possuem estilos diferentes e singulares. Assim, não se trata, segundo Kaplan, de simplesmente chegar a um diagnóstico técnico, como “ler um texto”, mas sim, medir a qualidade de um trabalho a partir de como ele faz você se sentir.


Quadro de Franz Kline


Quadro de Pollock em um museu

É claro, e Kaplan admite, que nossas opiniões não estão livres de influências, de perfis sociais e realidades culturais – a maioria dos considerados grandes artistas dentro do expressionismo abstrato é feita, não por acaso, de homens brancos, por exemplo. É preciso, portanto, de tempo, para poder “se perder” em um Rothko. Entender a história também é determinante: se hoje tais trabalhos parecem banais em seus estilos, à época eram chocantes e absolutamente novos.


Jackson Pollock em ação, pintando em seu ateliê


Quadro de Kline

E tudo isso influencia em outro elemento importante para tal cálculo: o valor de mercado. Assim, segundo Kaplan, “quando se perguntar o que faz um trabalho expressionista abstrato bom, leia a legenda na parede, veja a data, saiba uma coisa ou outra sobre história, e note os perfis. Mas não se esqueça de olhar” – olhar e sentir.


Quadro de Kline em museu


Quadro de Mark Rothko

Para quem fala inglês e se pergunta tais questões, o artigo de Kaplan é um prato cheio.

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© fotos: divulgação/Getty Images


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