Criatividade

Todos os meses, as drags queens leem historinhas para as crianças em biblioteca de NY

por: Tuka Pereira

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O que crianças e drag queens têm em comum? Ambos são absurdamente felizes e adoram coisas coloridas e reluzentes. Interesses em comum à parte (ou não), a Biblioteca Pública do Brooklyn, em Nova York, vem dando um verdadeiro show de diversidade, com um projeto chamado Drag Queen Story Hour no qual convida drag queens para lerem histórias infantis para crianças uma vez por mês.

A iniciativa foi criada em 2015 pela escritora Michelle Tea e a Radar Productions, uma organização sem fins lucrativos na cidade de São Francisco. O evento reuniu crianças e drags que, além de lerem histórias também pintaram os rostos dos pequenos. O sucesso foi imenso e depois de sua primeira edição, o evento se espalhou por outras cidades americanas, como Los Angeles e Nova York.

Eu vi no Facebook uma publicação sobre o projeto”, disse Rachel Aimee, coordenadora da Drag Queen Story Hour em Nova York, ao The New York Times. “E assim que eu vi disse: ‘Uau, é isso o que eu estava esperando”.

O Drag Queen Story Hour tem entrada gratuita e ensina as crianças sobre diversidade desde cedo de uma maneira descontraída, diminuindo as chances de futuramente existirem pessoas preconceituosas no mundo.

Faz parte do mundo infantil ser imaginativo. Se as crianças tivessem permissão para se enfeitar todos os dias, elas fariam. Eu não acho que elas fiquem pensando em suposições de gênero. Eles estão apenas vendo o drag queens como outras pessoas que são sendo imaginativas’, afirmou.

Vale dizer que vários dos livros lidos são tradicionais e outros nem tanto, pois abordam temas como casamento gay e pessoas transgênero. Um dos favoritos da multidão foi “My Princess Boy”, um conto sobre um jovem que gosta de se vestir como uma menina e ainda é amado por sua família.

Após todas as leituras há também uma rodada de debates sobre os livros onde as crianças dão suas opiniões a respeito.

Eis uma ótima maneira de gerar reflexão nos pequenos, hein?

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Imagens: Reprodução


Tuka Pereira
Jornalista há mais de uma década e 'escrevinhadora' há muito mais tempo, Tuka Pereira aborda feminismo a gatinhos fofos com a mesma empolgação. Se existe algo que gosta mais do que escrever é carimbar o passaporte. Já esteve em boa parte do mundo e todo dinheiro que ganha gasta em viagens.

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