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10 blocos que deram o que falar no Carnaval 2018 e prometem ser hit em 2019

por: Redação Hypeness

Para os foliões mais apaixonados e dedicados, o ano inteiro é somente um longo intervalo entre um e outro carnaval. Pode procurar em suas timelines que você os vai encontrar: são aqueles que não se deixam abalar por nada – não há ressaca, tempo ruim, cansaço ou distância que os faça deixar de ir em um bloco sequer, sempre com uma fantasia renovada. São os mesmos que vão postar em breve, indicando: “faltam 360 dias para o carnaval 2019”. Pois sim, o carnaval desse ano já acabou – mas isso só quer dizer que começaram os preparativos para o carnaval do ano que vem.

E tem mais: o carnaval pode ter acabado mas, como se vê, seu espírito permanece pelo resto do ano em nós – como um resto de purpurina que encontraremos na roupa e em nossas casas até o carnaval que vem.

E se o clima de paquera e flerte – sempre lembrando que não é não, e que assédio não combina com folia – são fundamentais para manter ao longo do ano esse espírito carnavalesco, enquanto 2019 não vem o jeito é procurar outras maneiras e contextos para conhecer novas pessoas. Seja o amor da sua vida, seja uma noite divertida e prazerosa. Se Carnaval tem só uma vez por ano, o Tinder tá aí sempre para não deixar nenhuma oportunidade de match passar em branco. Assim como no próprio carnaval, o Tinder é a pedida certa para que o espírito da festa não desapareça no resto de 2018. O Carnaval, afinal, seja no Rio, em São Paulo ou em qualquer lugar do Brasil, sempre rende muitos matches.

E além de te contar como manter o clima de festa o ano todo, vamos aqui fazer uma retrospectiva dos blocos que bombaram de foliões para você não ficar com tanta saudades deles.

Se o Rio possui uma tradição centenária de carnaval de rua – com o Cordão do Bola Preta, o mais antigo e maior bloco da cidade (quiçá do país) completando 100 anos em 2018 – o carnaval de rua de São Paulo vem correndo atrás com louvor, e se tornando também parte integrada das tradições populares e da agenda cultural da cidade. Em ambas as cidades, há uma sucessão de blocos imensos e famosos, mas há também blocos menores (nem por isso pequenos) que fazem de fato o carnaval de rua ser a grande festa que é.

Tanto no Rio quanto em São Paulo, o problema da imensidão dos blocos vem sendo uma questão, mas nada que diminua a alegria e a verdadeira comoção de suspender as sérias atividades formais de uma grande cidade e colocá-la em estado de delírio e festa por cerca de uma semana. Carnaval é festa para dançar, encontrar, se divertir e, como não, amar. Assim, separamos 5 blocos cariocas e 5 blocos paulistas que fizeram lindos cortejos em 2018 – e que prometem repeti-los ainda melhores em 2019.

Baiana System (São Paulo)


Russo Passapusso, vocalista do Baiana System © Marcos Credie/Divulgação

Uma das mais populares e interessantes bandas surgidas nos últimos anos no país (com shows que se transformam em verdadeiras catarses coletivas), não é exagero afirmar que o Baiana System é a maior novidade recente do carnaval baiano – e foi com essa força que ele pousou em São Paulo com seu Navio Pirata. Cerca de 70 mil pessoas se reuniram no bairro do Paraíso, com repertório majoritariamente autoral e sem hits clássicos, para as tradicionais rodinhas que marcam as apresentações do Baiana.


© Marcos Credie/Divulgação

Minha Luz é de Led (Rio de Janeiro)


O estandarte e as luzes do Minha Luz é de Led © Facebook

Apesar de não ser um bloco tradicional ou clássico, trazendo repertório vasto que vai de música eletrônica ao rock, passando pelo axé e outros ritmos populares, o Minha Luz é de Led já há 4 anos afirma-se por trazer algumas novidades que começam a marcar o carnaval carioca. Além de ser um bloco noturno, conferindo ao Led um clima de festa, o bloco é marcado pelo uso de luzes, como o nome diz, na fantasia dos foliões – tornando-o um evento com forte conceito visual, e assim um espetáculo estético para quem está dentro ou o vê passar.


© Facebook

ILu Obá de Min (São Paulo)


Tradição, beleza e resistência no Ilu Obá de Min © Facebook

Seu nome o explica: em português, Ilu Obá de Min quer dizer “mãos femininas que tocam para o rei Xangô”. Assim, o bloco traz a cultura negra do Jongo, Maracatu, Ciranda, entre outros, desde 2005 a fim de inserir mulheres de todas as idades no carnaval. Como o carnaval é fundamentalmente a história da cultura negra no Brasil, poucos blocos foram tão contundentes e representantes da resistência da festa. O Ilu Obá de Mim celebrou as mulheres quilombolas em um comovente e belíssimo desfile em 2018.


© Roberto Assem

Tecnobloco (Rio de Janeiro)


A multidão indo atrás do Tecnobloco © Facebook

Marcado pelas coreografias em correria de seus participantes, e saindo na madrugada da quarta-feira de cinzas, o Tecnobloco realizou um cortejo grande e duradouro em 2018 – tendo crescido tanto que especula-se até que o bloco não vá sair no ano que vem. Seu ponto de partida era a Praça da Bandeira, mas esse foi, em verdade, um ponto falso – a fim de dispersar um tanto a multidão. Não teve jeito: as milhares de pessoas encontraram o Tecnobloco, que fechou o último dia oficial de carnaval cruzando a cidade até o dia seguinte já estar raiando forte – em um dos mais celebrados blocos do ano. Agora é torcer para sair ano que vem.


O Tecnobloco passando em um túnel © Facebook

Ritaleena (São Paulo)


A turma do Ritaleena em frente ao caminhão © Facebook

Apesar da chuva, a multidão que se reuniu no Ritaleena, na Zona Sul de São Paulo, para homenagear a cantora Rita Lee não se abalou, e desfilou até o Monumento à Independência, no Parque da Independência, no Ipiranga, cantando diante de um símbolo da cidade a obra desse outro símbolo de São Paulo – segundo Caetano, em “Sampa”, “a mais perfeita tradução” da cidade. Fantasias de Rita Lee eram várias, mas não só; e entre vasto repertório, as músicas da cantora foram as que mais levantaram a multidão.


© Facebook

Boi Tolo (Rio de Janeiro)


Os foliões do Boi Tolo, ainda pela manhã © ANF/Barbara Dias

Talvez o mais tradicional dos blocos “menores” do Rio (ao menos em comparação aos blocos colossais como o Bola Preta, Monobloco ou Boitatá), o Boi Tolo, que “nasceu” do Boitatá, cresceu tanto que precisou, desde o ano passado, se dividir em cinco frentes diferentes, partindo de pontos diversos, para evitar seu possível gigantismo. Um dos mais queridos blocos do Rio, é marcado por sua duração – não é incomum que o bloco “desfile” por quase 24 horas, desde a manhã de domingo até o dia seguinte – mesmo que, ao fim, a banda já não seja a mesma, e nem os foliões. O Boi Tolo vem tornando-se um bloco sem fim, com seu emocionante auge no vão do Museu de Arte Moderna.


O Boi Tolo tomando os Arcos da Lapa, no Rio © Facebook

Pagu (São Paulo)


As percussionistas e cantoras do bloco Pagu © Marcos Bacon

O empoderamento feminino foi um dos mais fortes temas desse carnaval de modo geral – com, por exemplo, a campanha “Não é não”, que espalhou tatuagens com a frase para combater o assédio – e o bloco Pagu pelo segundo ano levou a força da mulher para as ruas de São Paulo. Com 80 percussionistas mulheres celebrando clássicos da música interpretados por artistas mulheres, o bloco é totalmente aberto aos homens – trata-se não de um bloco somente para mulheres, mas sim de um bloco de mulheres, que homenageia em seu nome a grande artista modernista paulista.


© Marcos Bacon

Bloco Virtual (Rio de Janeiro)


As fantasias inspiradas em Bosch no Bloco Virtual © Facebook

Um pouco menor e mais família, o Bloco Virtual saiu esse ano com o sensacional tem inspirado no quadro O Jardim das Delícias Terrenas, do pintor Hieronymus Bosch. Pernas de pau, coreografias, bailarinos e até mesmo crianças em um bloco marcado pela excelente qualidade musical fizeram do Bloco Virtual um dos destaques de 2018 – especialmente pois, em um carnaval cada vez mais marcado pelas multidões, poder sair em um bloco um pouco menor e de qualidade é um verdadeiro privilégio.


Todas as idades tiveram lugar no Virtual © Facebook

Acadêmicos do Cerca Frango (São Paulo)


O estandarte da Cerca Frango © Facebook

A alma é de bloquinho, mas o que se viu foi uma multidão de mais de 6 mil pessoas em cortejo pelas ladeiras da Pompéia no bloco Acadêmicos do Cerca Frango. Para evitar multidões maiores, o bloco saiu mais cedo do que o horário anunciado, e não criou qualquer evento no Facebook – ainda assim, os milhares acompanharam as marchinhas clássicas que marcam o Cerca Frango. Apesar de ter crescido, as crianças e pessoas mais velhas mantiveram o clima de “bloquinho” que o caracteriza e o torna um dos destaques de São Paulo.


© Facebook

Desculpe o Transtorno (Rio de Janeiro)


© Facebook

Apesar de também não se tratar de um bloco realmente imenso, o Desculpe o Transtorno cresceu incrivelmente em 2018 – permanecendo, porém, em um bom tamanho para a festa, especialmente por acontecer em um caminho marcado por avenidas largas. Pela qualidade musical e pela surpresa de seu novo tamanho – cheio mas ainda habitável – , foi um dos blocos “menores” mais celebrados pelos foliões tradicionais.

Tinder e Hypeness no Carnaval de Salvador dá match! Por isso, unimos forças para dividir com você a magia da festa mais querida do Brasil e para acompanhar de perto a folia de um dos carnavais mais tradicionais do país: o Carnaval de Salvador!

Vem com a gente se jogar no calor desse fervo. Vem pra essa festa crocante e cremosa, repleta de ‘matchs’, brilho e malemolência. Se liga no consentimento, respeita as manas, as minas e as monas que não tem erro. Vuco-vuco é bom e todo mundo gosta. 😀 Partiu?! \o/

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Redação Hypeness
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