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As tradições tribais africanas que inspiraram os figurinos de ‘Pantera Negra’

por: Vitor Paiva

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Indo muito além do imenso sucesso comercial, o impacto crítico e até mesmo social do lançamento do filme “Pantera Negra” já pode ser medido em diversas camadas. “Jovens finalmente poderão assistir a super-heróis que se pareçam com eles na telona. Eu adorei o filme, e sei que irá inspirar pessoas diversas a encontrar a coragem para se tornarem heróis de suas próprias histórias”, escreveu ninguém menos que a ex-primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama.

Não bastou, porém, ser somente o primeiro grande filme da Marvel a trazer um herói negro – foi preciso um trabalho árduo de pesquisa e concepção para que o filme alcançasse a qualidade que agora é celebrada. E esse trabalho inclui a direção de arte e o figurino, inspirados em tradições tribais africanas profundas.

Pois a aparência e as roupas dos personagens em “Pantera Negra” são parte importante do impacto visual que o filme provoca. O usuário do twitter Somali Waris Duale criou um verdadeiro guia, juntando imagens do filme com fotos de tais tradições tribais, para ilustrar parcialmente o quanto o filme se inspirou em tais raízes para criar sua estética.

Dos discos nos lábios, tradicionais principalmente de tribos da Etiópia, passando por chapéus Zulu (usados pela rainha Ramonda no filme) utilizados em cerimônias pelas mulheres Zulu, até as roupas dos povos Maasai, do Quênia e da Tanzânia e as máscaras dos Igbos, que habitam a Nigéria, Camarões e a Guiné Equatorial, além de mantos e outros ornamentos – cada uma dessas tradições influenciou ou foi diretamente traduzida para as vestimentas e figurinos dos personagens no filme.

Trata-se, portanto, de um profundo e belíssimo trabalho de pesquisa, que não só celebra as ricas estéticas de tais povos, como também aponta e significa não só a raiz do personagem, como o sentido profundo da afirmação da própria cultura negra que “Pantera Negra” realiza.

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© fotos: Twitter/Reprodução


Vitor Paiva
Escritor, jornalista e músico, doutorando em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens. É autor dos livros Tudo Que Não é Cavalo, Boca Aberta, Só o Sol Sabe Sair de Cena e Dólar e outros amores.

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