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Baiana System invade a 23 de Maio e tira São Paulo do chão

por: Gabriela Rassy

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Que o Baiana System é um fenômeno a gente já sabe. Mas talvez quem escute o som no conforto do lar não entenda o por quê de tanta euforia quando falamos da banda. O Baiana é para ver e ouvir. Ao vivo mesmo. No meio do furacão de gente, de preferência. É ali, comprimida em meio à mascarados e aos gritos de “é só amor” que entendemos a dimensão da coisa.

Conheci de verdade assim, em Salvador, quando o bloco Navio Pirata percorreu o circuito da Barra, no Furdunço – pré-Carnaval da cidade -, isso em 2016. Foi uma explosão incontrolável de euforia. Uma catarse coletiva real. De lá pra cá, os shows satisfizeram o desejo de reviver a experiência. Até que anunciaram que atracariam na Avenida 23 de Maio, em São Paulo – lugar usado pela primeira vez para receber blocos  de Carnaval.

Um dos eventos mais esperados, para encerrar lindamente as festas, a expectativa do bloco já estava movimentando os amantes do Baiana. A multidão que tomou conta dos 3km entre o Paraíso e a Liberdade era totalmente de fãs. Cercando o carro de som, iam chegando mascarados e preparados para o peso do som.

Baiana System enlouquece público na 23 de maio, em São Paulo

Baiana System enlouquece público na 23 de maio, em São Paulo

Pense nuns fãs criativos - e animados. As máscaras, feitas em casa ou distribuídas nos shows, são colecionadas a cada apresentação

Pense nuns fãs criativos – e animados. As máscaras, feitas em casa ou distribuídas nos shows, são colecionadas a cada apresentação

“Hoje a música é feita pro céu. Luz solar, vamos iluminar juntos!”, entoou Russo, pedindo que todos se preparassem. Ao som da letra política de “Lucro”, começou a catarse. Na frente do trio, rodinhas começam a se formar, num fluxo de energia onde todos cantavam e pulavam. Nessa hora que você sente a onda real do show. Uns puxam a roda que vai se abrindo em meio à multidão. Todo mundo se olha. “Segura! Segura!”, o sinal vem da música. Todos se arremessam para o meio, se perdendo entre pulos e empurrões. Tudo com amor, claro. Cada amigo vai para um lado e só se reencontra quando a próxima abre. Catarse geral.

Russo Passapusso a bordo do Navio Pirata

Russo Passapusso a bordo do Navio Pirata

Pela primeira vez munidos do Navio Pirata fora de Salvador, o bloco Baiana levou as participações de Flora Matos e Rico Dalasam para o corredor norte-sul. A já clássica presença de BNegão não passou despercebida – não faltou a quebradeira da “Dança do Patinho” nem um salve à Unidos do Tuiuti, que levou o título de vice-campeã do Carnaval do Rio de Janeiro com um desfile crítico ao governo de Michel Temer.

Além das músicas dos 3 discos, alguns clássicos do Carnaval baiano, como “Depois que O Ilê Passar”, do Ilê Aiyê, e ainda “Pagode Russo”, de Luiz Gonzaga. Esta última, rolou enquanto Russo Passapusso pediu que só as mulheres ficassem dentro das rodas. Em, massa, elas entraram e sambaram. O respeito foi absoluto.

Já do meio para o fim, depois de segurar o som para passar pelo hospital Beneficência Portuguesa, o bloco comeu solto. Mais e mais rodas se abrindo e logo fechando em empurrões ao comando da banda – sempre com gritos de amor. Em um momento com 3 rodas abertas, Russo e BNegão pediram que o público unificasse em uma única – um só coração. O circulo gigantesco encerrou a apresentação deixando os fãs extasiados, suados e apaixonados mais uma vez. Baiana é para se ouvir assim. No furacão de gente.

Do Viaduto Santa Generosa, até a Liberdade, a multidão enlouquecida acompanhou o Baiana

Do Viaduto Santa Generosa, até a Liberdade, a multidão enlouquecida acompanhou o Baiana

Tinder e Hypeness no Carnaval de Salvador dá match! Por isso, unimos forças para dividir com você a magia da festa mais querida do Brasil e para acompanhar de perto a folia de um dos carnavais mais tradicionais do país: o Carnaval de Salvador!

Vem com a gente se jogar no calor desse fervo. Vem pra essa festa crocante e cremosa, repleta de ‘matchs’, brilho e malemolência. Se liga no consentimento, respeita as manas, as minas e as monas que não tem erro. Vuco-vuco é bom e todo mundo gosta. 😀 Partiu?! \o/

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Foto 1: Marcos Credie
Fotos 2 a 4: Gabriela Rassy


Gabriela Rassy
Jornalista enraizada na cultura, caçadora de arte e badalação nas capitais ensolaradas desse Brasil, entusiasta da cena musical noturna e fervida por natureza.

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